FIFA testa nova regra anti-perda de tempo na Taça Árabe

A FIFA vai estrear uma nova regra contra perda de tempo na Taça Árabe no Qatar de 1 a 18 de dezembro. A medida obriga os jogadores lesionados a ficarem fora do campo por cerca de dois minutos, deixando a sua equipa em desvantagem numérica. A iniciativa, apoiada pelo presidente Gianni Infantino, visa melhorar o fluxo dos jogos antes do Mundial de 2026.

Com o Mundial de 2026 a aproximar-se em menos de sete meses, a FIFA está a introduzir medidas para combater as táticas comuns de perda de tempo no futebol. Uma estratégia prevalente envolve jogadores a exagerarem lesões para perturbar o ritmo do jogo e frustrar adversários e adeptos. Pelas regras atuais, os jogadores que recebem assistência médica devem sair temporariamente do campo, mas regressam muitas vezes rapidamente, permitindo à equipa defensora reorganizar-se.

A nova regra experimental determina que qualquer jogador que necessite de intervenção médica – exceto em casos específicos – deve permanecer fora do relvado por aproximadamente dois minutos, forçando a sua equipa a jogar com 10 jogadores durante esse tempo. Esta alteração foi anunciada por Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, e será implementada pela primeira vez na Taça Árabe, agendada de 1 a 18 de dezembro no Qatar.

Numa entrevista ao canal desportivo qatari Al Kass Sports, Collina detalhou a regra: «Quando um jogador está lesionado e a equipa médica entra no campo, ele deve sair e permanecer fora por um tempo definido, que pode ser de dois minutos. Durante esse período, a equipa joga com menos um jogador. Este experimento tinha sido considerado para implementação futura, mas com a Taça Árabe iminente, o presidente da FIFA Gianni Infantino decidiu que seria aplicado neste torneio.»

Existem exceções para garantir justiça. Collina explicou: «As únicas exceções que permitem a um jogador ficar em campo após a entrada do pessoal médico são quando o adversário envolvido no incidente recebe um cartão amarelo ou é expulso. Naturalmente, o guarda-redes também não será obrigado a sair do campo por dois minutos.»

Esta medida alinha-se com os esforços mais amplos da FIFA para otimizar o desporto e torná-lo mais apelativo. No início deste ano, a 1 de julho, foi introduzida uma regra que limita os guarda-redes a oito segundos de posse de bola, com pontapé de canto por violação. Collina observou: «O IFAB e a FIFA estão a considerar experimentos para tornar o futebol mais atrativo, emocionante e agradável para os adeptos e todos os envolvidos. Notei que desde 1 de julho... ninguém foi penalizado.» Acrescentou que a regra tem sido respeitada, trazendo benefícios, e expressou esperança de que o novo teste combata igualmente a simulação.

O futebol tem sido historicamente cauteloso com alterações às regras, como visto nos debates em curso sobre o VAR, que foi testado mais no Mundial de Sub-20 de 2025. O apoio de Infantino a esta medida anti-perda de tempo sublinha o impulso da FIFA por um jogo mais dinâmico antes do torneio expandido de 2026.

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