Um ex-agente de atendimento ao cliente da Coinbase foi preso na Índia em conexão com uma grande violação de segurança. O incidente, divulgado em maio, envolveu hackers subornando funcionários de suporte para acessar dados sensíveis de clientes e exigindo um resgate de US$ 20 milhões. A Coinbase estima que os custos de remediação possam chegar a US$ 400 milhões.
A prisão marca um desenvolvimento internacional nas consequências de um dos incidentes de segurança mais significativos da indústria de criptomoedas. A Coinbase, a maior corretora de cripto com sede nos EUA, sediada em San Francisco, revelou em maio que atacantes subornaram contratados ou funcionários fora dos Estados Unidos para roubar informações de clientes. Os hackers posteriormente tentaram extorquir a empresa por US$ 20 milhões, um episódio que destaca vulnerabilidades nas operações de suporte ao cliente terceirizadas.
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, anunciou a prisão, que um porta-voz da empresa confirmou ter resultado de cooperação com as autoridades dos EUA, incluindo o Escritório do Promotor Distrital de Brooklyn. Essa violação tem implicações mais amplas, ligadas a esquemas de fraude como ataques de impersonação a clientes dos EUA. Em uma acusação relacionada, as autoridades acusaram um homem de Brooklyn de operar um "esquema de impersonação de longa duração visando clientes da Coinbase", ilustrando como dados roubados possibilitam atividades criminosas contínuas.
O evento destaca desafios persistentes para plataformas de cripto, onde as defesas técnicas são robustas, mas elementos humanos, especialmente em canais de suporte no exterior, permanecem exploráveis. Apesar de pesados investimentos em segurança, tais ameaças internas contornam proteções avançadas.
A reação do mercado foi moderada, com as ações da Coinbase caindo 1,2% para US$ 236,79 na sexta-feira, contribuindo para uma queda de cerca de 4,6% no ano até o momento. Os investidores parecem cautelosos com riscos operacionais enquanto o setor busca adoção mainstream, enfatizando a necessidade de supervisão rigorosa de contratantes terceiros.