Geophrey Ledwaba, ex-chefe de operações do Scorpions, testemunhou na Comissão de Inquérito Khampepe que não interrompeu investigações sobre questões da Comissão de Verdade e Reconciliação (TRC) em 2003. Ele descreveu suas ações como um cumprimento da política da Autoridade Nacional de Processamento (NPA) de transferir casos para a Unidade de Litígios de Crimes Prioritários. O depoimento contesta as alegações de famílias de vítimas sobre interferência política no bloqueio da justiça.
Geophrey Ledwaba compareceu à Comissão de Inquérito Khampepe em Newtown, Joanesburgo, na terça-feira, para responder às alegações do Grupo Calata, formado por famílias de vítimas de assassinatos investigados pela TRC. O grupo afirma que seu memorando de julho de 2003 interrompeu as investigações da Diretoria de Operações Especiais (DSO) sobre os casos da TRC, após o apelo do ex-presidente Thabo Mbeki em abril de 2003 para a criação de uma Equipe de Trabalho de Anistia.
Ledwaba insistiu que o memorando foi mal interpretado. Ele instruía o fechamento de arquivos na Unidade de Projetos Nacionais Especiais da DSO para transferência à recém-formada Unidade de Litígios de Crimes Prioritários (PCLU), chefiada por Anton Ackermann. Ele facilitou a transferência realocando dois pesquisadores e solicitando que os investigadores da DSO informassem a SAPS sobre as testemunhas.
Ele relatou uma reunião em julho de 2003 com Ackermann e Chris Macadam, que buscavam declarar os casos da TRC como projetos da DSO sob a seção 28(1)(a) da Lei da NPA. Ledwaba recusou, aconselhando-os a buscar uma diretriz do Diretor Nacional de Processos Públicos sob a seção 28(1)(b). Quando a obteve em 2004, ele autorizou as seis investigações solicitadas.
Ledwaba negou a descrição de Macadam de que a reunião teria sido desagradável, atribuindo a tensão a dinâmicas de senioridade anteriores. Ele manteve que suas instruções garantiram os procedimentos legais adequados e a assistência da PCLU, rejeitando as alegações de obstrução.