O governo da Polinésia Francesa planeja contestar a proposta de uma startup da Bay Area para explorar o leito marinho em busca de minerais em águas internacionais próximas às suas fronteiras. O presidente Moetai Brotherson afirmou que o território foi abordado, mas não consultado sobre o plano pela American Deep Sea Minerals. A empresa está com um pedido de licença pendente junto aos reguladores dos EUA.
Brotherson disse à Grist que a Polinésia Francesa pretende se opor à proposta. "Não permaneceremos passivos enquanto atividades industriais são propostas imediatamente ao lado de ecossistemas que a Polinésia Francesa escolheu proteger", afirmou.
A solicitação tem como alvo o Eastern High Seas Pocket 3, uma área cercada pelas fronteiras marítimas da Polinésia Francesa, das Ilhas Cook e de Kiribati. A empresa busca minerais para baterias e tecnologias militares. Seu diretor executivo, Graham Goulet, disse que as consultas aos três governos ocorreriam à medida que o programa de exploração se desenvolvesse.
A Polinésia Francesa proibiu a mineração em águas profundas em 2022 e apoia o uso do novo Tratado de Alto Mar da ONU para criar uma área de conservação no local. Os reguladores dos EUA estão aceitando comentários públicos sobre a solicitação até 3 de agosto.