Uma startup americana solicitou ao governo Trump a exploração de 25 milhões de acres de leito marinho internacional em busca de manganês e outros minerais, localizados logo fora das zonas econômicas exclusivas da Polinésia Francesa, das Ilhas Cook e de Kiribati.
A American Deep Sea Minerals submeteu a proposta sob a Lei de Recursos Minerais do Leito Marinho Profundo, que permite que empresas americanas operem em áreas de alto-mar sem aprovação internacional. O pedido, apresentado inicialmente em agosto de 2025 sob o nome Kraken Metals, permanece aberto para comentários públicos até 3 de agosto.
A zona pretendida, conhecida como Eastern High Seas Pocket 3, contém estoques abundantes de atum e é cercada por águas controladas pelas três nações do Pacífico. O CEO da empresa, Graham Goulet, um analista financeiro de São Francisco, afirmou que o esforço foca em exploração e que a empresa ainda não decidiu sobre a mineração comercial. A firma planeja fretar a embarcação MV Anuanua Moana das Ilhas Cook.
A Polinésia Francesa estabeleceu a maior área marinha protegida contígua do mundo no ano passado e mantém sua proibição à mineração no leito marinho. A iniciativa da empresa destaca os esforços contínuos dos EUA para avançar no setor antes de quaisquer regras globais da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.