O governo nacional concedeu a operação de 741 quilômetros de rotas estratégicas na primeira etapa da Rede de Concessões Federais. Os segmentos Oriental e Conexión, fundamentais para o corredor do Mercosul, foram atribuídos a empresas privadas sem subsídios estatais. A iniciativa visa melhorar a logística e impulsionar as exportações para o Brasil e o Uruguai.
A Secretaria de Transportes, sob o Ministério da Economia, concedeu oficialmente os segmentos Oriental e Conexión, totalizando 741 quilômetros de rotas nacionais, por meio da Resolução 80/2025. Esses corredores formam o primeiro pilar da Rede de Concessões Federais (RCF), um plano que se expandirá para mais de 9.000 quilômetros em todo o país.
O Segmento Oriental foi atribuído à Autovía Construcciones y Servicios S.A., que gerenciará as rotas 12, 14, 135, A015 e 117. Essas estradas atravessam Buenos Aires, Entre Ríos e Corrientes, conectando-se ao Brasil e ao Uruguai, e facilitando o transporte de cargas no corredor litorâneo. Enquanto isso, o Segmento Conexión foi para um consórcio de Obring S.A., Rovial S.A., Edeca S.A., Pitón S.A. e Pietroboni S.A. Ele inclui a Ponte Rosario-Victoria (RN 174), um elo vital entre Entre Ríos e Santa Fe que proporciona acesso ao complexo portuário de Gran Rosario e quatro passagens de fronteira.
O governo enfatizou que essa concessão, financiada unicamente por pedágios, elimina os subsídios públicos do esquema anterior, descrito como deficitário. Meses antes, o porta-voz presidencial Manuel Adorni anunciou sete ofertas de seis empresas para esses segmentos e afirmou: “Acaba o modelo de desperdício, corrupção e abandono da obra pública. O setor privado fará tudo aquilo que puder fazer melhor que o Estado”. O ministro da Economia, Luis Caputo, acrescentou: “O setor privado investirá, fará obras e administrará com mais eficiência rotas melhores”.
A segunda etapa, já em andamento, licitará o Segmento Sur-Atlántico-Acceso Sur (1.325 km) e o Segmento Pampa (547 km na RN 5 entre Luján e Santa Rosa), adicionando mais de 1.800 km ao setor privado. É oferecido financiamento de até 56 bilhões de pesos sob o esquema UVA +2%, com pagamento em até seis anos e um ano de carência. A terceira etapa incluirá o Corredor 18 (700 km) e outros 4.170 km em seis segmentos, alcançando 9.342 km em 16 segmentos, que representam 20% da rede viária, mas 80% do tráfego nacional. Isso permitirá a privatização dos Corredores Viales, com 3.307 funcionários e um superávit de 5,2 bilhões de pesos no primeiro semestre, que será dissolvido após as concessões.