A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após uma aula de natação na Academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, em 7 de fevereiro de 2026, devido a suspeita de intoxicação por cloro mal manuseado. Outras seis pessoas passaram mal no incidente, e a polícia indiciou três sócios do estabelecimento por homicídio doloso eventual. A investigação aponta falhas na manutenção da piscina, sem alvarás de funcionamento.
O incidente ocorreu durante uma aula de natação na Academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado, 7 de fevereiro de 2026. Juliana Faustino Bassetto, 27, participou da aula ao lado do marido, Vinicius de Oliveira, quando alunos começaram a sentir desconforto. O casal foi ao Hospital Santa Helena, em Santo André, por conta própria, mas Juliana não resistiu. Seu marido permanece internado em estado grave, assim como outras duas vítimas na UTI.
Outras pessoas afetadas incluem um menor de idade, levado ao Hospital Vila Alpina com dificuldade respiratória e pulmões mostrando 'bolinhas' em tomografia, indicando inflamação; uma mulher de 29 anos, internada na UTI do Hospital São Luiz do Tatuapé com dores de cabeça, vômito e diarreia; um aluno em leito comum; e outra com sintomas não detalhados. Vídeos de segurança capturaram o desespero dos alunos sendo retirados da piscina e Juliana sendo levada à recepção, tossindo e tonta.
A causa principal é uma mistura de cloro feita pelo manobrista Severino José da Silva, 43, em um balde deixado próximo à borda da piscina, sem ser despejado na água. Severino, contratado como manobrista mas com funções extras, prestou depoimento no dia 10 de fevereiro no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas) e afirmou receber instruções por WhatsApp de um dos sócios.
No dia 11 de fevereiro, três sócios — Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração — foram indiciados por homicídio qualificado com dolo eventual, segundo o delegado Alexandre Bento. Inicialmente, a apuração apontava para homicídio culposo, mas evidências indicam que assumiram o risco. A academia não possuía alvarás para a piscina e carece de ventilação adequada, com relatos de água turva e odor forte.
Uma mãe registrou boletim de ocorrência no mesmo dia contra a academia, alegando que sua filha de 5 anos, matriculada em janeiro de 2025 para tratar problemas respiratórios, sofreu sangramentos nasais e dores de ouvido após aulas, ligados à qualidade da água por atestado médico. Ela reclamou de ventilação insuficiente e fios expostos.
A direção da C4 Gym lamentou o ocorrido em nota, afirmando prestar apoio imediato às vítimas e colaborar com as autoridades. A defesa de Severino expressou condolências e evitou comentários pelo sigilo do processo.
Em contexto, não há norma nacional obrigando guarda de documentos sobre qualidade da água em piscinas de academias, mas São Paulo tem portaria municipal de 2015 exigindo registros diários de pH e cloro residual, mantidos por seis meses.