O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaesp, instaurou procedimento na segunda-feira (6) para apurar a morte de Thawanna da Silva Salmázio, 31, baleada por uma policial militar durante abordagem em Cidade Tiradentes, zona leste da capital, na madrugada de 3 de abril. A soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, disparou contra a ajudante-geral, que ficou 45 minutos no asfalto até a chegada de socorro. Versões policiais e de testemunhas divergem sobre agressão prévia.
Thawanna da Silva Salmázio e o marido, Luciano dos Santos, caminhavam de mãos dadas pela Rua Edimundo Audran, às 2h58 de 3 de abril, quando uma viatura da Polícia Militar passou. Segundo registro policial, Luciano esbarrou no retrovisor, levando os PMs a retornarem; eles alegam que Thawanna discutiu exaltada e agrediu a soldado Yasmin Cursino Ferreira.
Luciano depôs que uma policial desceu da viatura e atirou em direção à esposa. Câmera de segurança captou áudio da discussão: Thawanna disse 'com todo respeito, mas você [PM] que bateu em nós', seguido de gritos e um disparo. Testemunhas e a advogada Viviane Leme, que viu gravação de câmera corporal do PM motorista, afirmam que Yasmin deu o primeiro chute em Thawanna; houve 33 segundos entre a viatura avançar e o tiro. Yasmin não usava câmera corporal.
A vítima, mãe de cinco filhos, foi atingida no peitoral e caiu na rua. Moradores relataram que policiais impediram socorro, com um apontando arma e ameaçando. Ficou mais de 45 minutos sem ambulância. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afastou Yasmin e outro PM, lamentou a morte e disse que investiga com prioridade, com imagens de câmeras corporais anexadas aos inquéritos civil e militar.
O Gaesp do MPSP instaurou o procedimento na segunda-feira (6). Moradores de Cidade Tiradentes protestaram contra o caso.