Investigação da morte de PM Gisele vira homicídio em São Paulo

A morte da soldado PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, inicialmente tratada como suicídio, agora é investigada como homicídio após laudo revelar lesões no pescoço e rosto. Seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, é o principal suspeito devido ao relacionamento abusivo do casal. A Polícia Civil planeja pedir sua prisão após reunião com a Corregedoria da PM.

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em sua casa no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi classificado como suspeita de suicídio, mas uma reviravolta ocorreu após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) identificar lesões no pescoço e no rosto da vítima, com sinais de dedos e unhas ao redor delas. Não foram encontrados sinais típicos de defesa no corpo.

Seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, chamou o resgate e a polícia alegando que Gisele havia atirado na cabeça. Ele relatou ter entrado no banheiro por volta das 7h e ouvido o disparo um minuto depois, ligando para o resgate às 7h57. No entanto, uma vizinha afirmou ter ouvido o estampido às 7h28. Além disso, a arma, uma pistola Glock calibre .40, foi encontrada encaixada na mão de Gisele, o que um socorrista considerou incomum em suicídios. Nenhum cartucho disparado foi localizado no local, apesar de buscas.

O casal, namorados desde 2023 e casados em 2024, tinha um relacionamento conturbado desde a transferência de Geraldo no ano passado. Eles não dormiam no mesmo quarto desde agosto. A mãe de Gisele descreveu o marido como 'excessivamente violento', relatando que ele proibia a esposa de usar batom, salto alto e perfume. Quando Gisele mencionou separação, Geraldo enviou um vídeo ameaçando se matar com a arma apontada para a cabeça, que foi salvo pelo irmão dela e apresentado à polícia.

Na sexta-feira, 13 de fevereiro, Gisele ligou chorando para o pai pedindo para ser buscada após uma briga por espaço no varal. Ela planejava sair no sábado, mas decidiu ficar após conversar com o marido. A filha de 7 anos de Gisele, de relacionamento anterior, dormiu com os avós na véspera da morte, abalada e chorando, pedindo para não voltar para casa devido às brigas.

Após a morte, Geraldo demonstrou nervosismo sem lágrimas, tomou banho e foi ao hospital com Gisele, que faleceu às 12h04. A Polícia Civil deve pedir sua prisão em reunião nesta quarta-feira (11) com a Corregedoria da PM, considerando elementos suficientes para ligá-lo ao crime.

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