Viúvo de professora morta em academia de São Paulo recebe alta

Vinicius Oliveira, viúvo da professora Juliana Faustino Bassetto, recebeu alta hospitalar após internação por intoxicação em uma academia de natação. O incidente ocorreu durante uma aula na zona leste de São Paulo e resultou na morte de Juliana. A Polícia Civil investiga os responsáveis pela academia.

Vinicius Oliveira, de 31 anos, o viúvo da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, recebeu alta hospitalar no domingo (15) após ficar internado desde o sábado (7) devido a intoxicação por cloro durante uma aula de natação na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo.

O casal estava na piscina quando um manobrista, que também cuidava da manutenção da água sem qualificação adequada, deixou um balde de cloro próximo à raia. Isso causou intoxicação em pessoas no ambiente confinado. Eles alertaram um professor e foram para um hospital em Santo André, no ABC paulista. O estado de Juliana piorou, resultando em parada cardíaca e morte.

Um vídeo divulgado por familiares mostra Vinicius saindo do hospital, comentando: "Vitória hoje".

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. O delegado Alexandre Bento, do 42º DP (Parque São Lucas), aponta responsabilidade de três sócios da academia: Celso Bertolo Cruz, Cesar Bertolo Cruz e Cezar Augusto Miquelof Terração. Segundo Bento, a academia priorizava lucro, usando excesso de cloro — carga diária equivalente a uma semana — para mascarar a sujeira da água e evitar o fechamento da piscina.

Bento solicitou prisão temporária dos sócios, reforçada pelo Ministério Público, mas a Justiça negou, optando por medidas alternativas. A juíza destacou que os investigados compareceram à delegacia, a academia foi lacrada, perícia na água realizada e produtos apreendidos. As restrições incluem comparecimento mensal à Justiça, proibição de aproximar-se a menos de 200 metros da residência da família de Juliana ou da academia, vedação de contato com testemunhas e limitação de ausentar-se da comarca por mais de sete dias sem autorização.

A defesa dos sócios afirmou que eles cumprirão as medidas e estão à disposição para esclarecimentos, confiando na investigação técnica e isenta.

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