O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo, foi alvo de investigação preliminar por suposta traição conjugal meses antes de ser preso acusado de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O caso, inicialmente tratado como suicídio, foi reclassificado com base em perícias que indicam homicídio. A mãe da vítima chamou o genro de 'monstro' e cobra justiça.
A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida por disparo de arma de fogo em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo. Ela foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM e morreu no Hospital das Clínicas devido a traumatismo cranioencefálico. Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após perícias indicarem incompatibilidades com a versão do marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 56 anos, que alegou que Gisele se matou enquanto ele tomava banho. Laudos apontam que ela foi abordada por trás, com a boca e mandíbula seguradas, e baleada com a pistola dele. Vestígios de sangue no banheiro e em suas roupas contradizem a narrativa de ausência de contato com a cena, segundo o Ministério Público. Em 18 de março, a Justiça aceitou denúncia por feminicídio qualificado, no contexto de violência doméstica, e fraude processual, decretando prisão preventiva. Neto foi detido em São José dos Campos. Antes, em setembro de 2025, ele foi alvo de 'investigação preliminar' no 49º BPM por boatos de relacionamento extraconjugal com subordinada, o que gerou tensão no casamento. Um superior relatou denúncias recebidas, negadas por Neto e pela suposta envolvida; ele foi transferido. Colegas de Gisele afirmaram que os rumores, espalhados inclusive por supostas imagens de IA, a levaram a cogitar divórcio. Mensagens mostram brigas por desconfiança mútua. A mãe, Marinalva Alves, disse à TV Globo em 20 de março: 'Aliviada só de ver esse monstro preso. Para mim, ele sempre foi um monstro. Eu quero justiça pela minha filha'. A defesa alega ilegalidade na prisão.