O Ministério Público de São Paulo pediu que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual na morte da esposa Gisele Alves Santana, indenize a família dela em R$ 100 mil. A soldado de 32 anos foi encontrada baleada na cabeça em fevereiro, em apartamento no Brás, e o caso evoluiu de suicídio para homicídio após perícias.
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, tornou-se réu nesta quarta-feira (18/3) por feminicídio e fraude processual na morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, sua esposa. A denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) foi aceita pela 5ª Vara do Júri da Capital e pelo Tribunal de Justiça Militar, que reiterou sua prisão preventiva. No mesmo processo, o MPSP solicitou indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares de Gisele, a ser paga em caso de condenação por motivo torpe e uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima, segundo a Promotoria. Gisele foi encontrada gravemente ferida com tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo. Socorrida pelo helicóptero Águia ao Hospital das Clínicas, morreu horas depois por traumatismo cranioencefálico. Inicialmente tratado como suicídio, o caso virou morte suspeita após laudos periciais indicarem impossibilidade de autolesão: posição do corpo, manchas de sangue a 1,5 metro, vestígios no banheiro e roupas do coronel, e corpo movimentado. Vizinhos ouviram disparo às 7h28, mas chamada ao resgate veio às 7h57. Mensagens do celular dele revelam comportamento controlador, com termos como 'macho alfa provedor', 'mulher obediente e submissa' e reclamações financeiras. A defesa, por Eugênio Malavasi, alega suicídio, prisão ilegal pela Justiça Militar e exposição indevida de vida privada, recorrendo ao STJ. Gisele deixou filha de 7 anos de outro relacionamento.