Secretário de Segurança de SP anuncia processo para expulsar tenente-coronel

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Osvaldo Gonçalves, afirmou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será submetido ao Conselho de Justificação, procedimento que pode resultar em perda de patente e expulsão da Polícia Militar. O oficial está preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro. A defesa diz que ele se defenderá no processo.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Osvaldo Gonçalves, afirmou nesta quinta-feira (26) que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, será submetido ao Conselho de Justificação. Esse procedimento pode resultar na perda de patente e na expulsão do oficial da Polícia Militar (PM). “Será oferecido pela Polícia Militar”, disse Nico à Folha, sem data estipulada para a instauração. O Inquérito Policial Militar que apura o caso está em fase final e, após conclusão e remessa ao Judiciário, o Comando-Geral da PM avaliará a abertura do conselho. Cabe ao comandante-geral, coronel José Augusto Coutinho, indicar o oficial alvo, mas a competência para determinar a abertura é do secretário de Segurança Pública. O conselho avalia se o militar tem condições morais e profissionais para manter o posto, permitindo sua defesa. A defesa de Neto, por meio do advogado Eugênio Malavasi, informou que ele “vai exercitar o sacrossanto direito de defesa” caso o processo seja aberto. O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, pedia a abertura desde 23 de março, argumentando que é comum na PM avaliar a conduta ética antes do trânsito em julgado judicial. Gisele, 32 anos, morreu em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente tratado como suicídio, o caso virou suspeita de feminicídio após inconsistências no depoimento de Neto e indícios no local. Exumação recente revelou lesões no pescoço e rosto com marcas de dedos e unhas. Neto foi preso em 18 de março em São José dos Campos, por feminicídio, fraude processual e violência doméstica. Mensagens no celular dele revelam linguagem da 'machosfera', como “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa – com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa”. Em 2022, o tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo teve conselho instaurado 11 dias após matar Leandro Lo, resultando em perda do cargo mesmo após absolvição judicial.

Artigos relacionados

Courtroom illustration of São Paulo prosecutor seeking R$100k indemnity from PM colonel charged in wife's homicide.
Imagem gerada por IA

MPSP pede indenização de R$ 100 mil de coronel réu por morte de esposa PM

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O Ministério Público de São Paulo pediu que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual na morte da esposa Gisele Alves Santana, indenize a família dela em R$ 100 mil. A soldado de 32 anos foi encontrada baleada na cabeça em fevereiro, em apartamento no Brás, e o caso evoluiu de suicídio para homicídio após perícias.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo, foi alvo de investigação preliminar por suposta traição conjugal meses antes de ser preso acusado de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O caso, inicialmente tratado como suicídio, foi reclassificado com base em perícias que indicam homicídio. A mãe da vítima chamou o genro de 'monstro' e cobra justiça.

Reportado por IA

Mensagens do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, revelam ideologia de domínio masculino pouco antes de ele ser acusado de matá-la em 18 de fevereiro. O oficial, preso em São Paulo, nega o crime e tem histórico de denúncias de assédio contra mulheres na Polícia Militar. Investigadores ligam a retórica a práticas de controle no relacionamento.

Dois policiais militares do Baep foram flagrados em vídeo agredindo um suspeito de 24 anos durante abordagem em Cândido Mota, interior de São Paulo, em 17 de dezembro do ano passado. As imagens mostram os agentes exigindo a senha do celular do homem sem mandado judicial. A corporação afirmou que vai investigar o caso.

Reportado por IA

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, convidou o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso, conhecido como Chico Lucas, para comandar a Secretaria Nacional de Segurança Pública. O anúncio deve ocorrer ainda esta semana. Lucas é um nome de confiança do governador Rafael Fonteles e foi solicitado pelo Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. O processo, que ocorre quase oito anos após o crime, envolve figuras como os irmãos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa. Familiares expressam esperança de que o veredicto represente um marco para a justiça e os direitos humanos no Brasil.

Reportado por IA

Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal acusado de assassinar o professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 32 anos, em uma parada de ônibus em Sobradinho II. Segundo o suspeito, o crime ocorreu após ele se ofender com uma cantada da vítima, embora a motivação ainda esteja sob investigação. A brutal agressão deixou a vítima agonizando no local, enquanto o autor seguiu para o trabalho.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar