O policial militar Marcionílio Sancho Cambuhy Junior, conhecido como Sancho Loko nas redes sociais, foi preso em flagrante em Curitiba por posse de munição irregular durante operação do Gaeco. A ação investiga um grupo suspeito de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. A prisão dele foi convertida em preventiva.
Na terça-feira (7), o Gaeco, braço do Ministério Público do Paraná, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em residências de investigados e na unidade da Polícia Militar em Curitiba. Os mandados foram expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar. Durante a operação, três policiais militares, incluindo Junior, de 44 anos, foram presos em flagrante por posse de munição irregular encontrada em suas casas.
Dois dos PMs obtiveram liberdade provisória com medidas cautelares, mas a prisão de Junior foi convertida em preventiva. A defesa, por meio do advogado Claudio Dalledone, afirmou que o cliente é "ordeiro e vai provar a inocência e a origem de todo equipamento que foi encontrado", descrevendo os itens como componentes para prática de instrutor de tiro. Dalledone questionou as suspeitas: "ainda não tivemos acesso a essa insinuação e formalmente não existe nada sobre isso".
Nas buscas, foram encontrados dinheiro em espécie em duas residências e, em armários sem identificação na unidade militar, simulacros de armas, munições irregulares, maconha, crack e cocaína. Agentes também apreenderam celulares e itens de armazenamento eletrônico. A Corregedoria-Geral da PM apoiou a ação.
Junior tem mais de 270 mil seguidores, onde publica sobre rotina na PM, e foi candidato a deputado federal em 2022 pelo Pros, recebendo 9.128 votos. A PM informou que instaurará procedimento administrativo e reafirmou compromisso com a legalidade.