A reabertura de um inquérito sobre a morte do estudante ativista Matthews Mabelane, ocorrida em 1977, apresentou evidências periciais que contradizem a versão da polícia da época do apartheid, que afirmava que ele teria caído enquanto tentava escapar da custódia.
Os procedimentos na Divisão de Gauteng do Tribunal Superior em Joanesburgo examinaram a morte de Mabelane, de 22 anos, em 15 de fevereiro de 1977, na sede da polícia de John Vorster Square. Testemunhas especialistas, incluindo a arquiteta Dra. Heather Dodd, o especialista em trajetória Dr. Thivash Moodley e os patologistas forenses Dra. Shakeera Holland e Dr. Steve Naidoo, testemunharam que a narrativa oficial era fisicamente implausível. Moodley afirmou que Mabelane só poderia ter caído onde seu corpo foi encontrado se tivesse sido jogado do telhado. O investigador Christopher Clifford Marion descreveu o inquérito policial original como uma encenação para encobrir os fatos, observando a ausência de fotografias, impressões digitais e entrevistas com policiais negros. Ele concluiu que Mabelane foi provavelmente torturado até a inconsciência e jogado do prédio. A subtenente Leana Viljoen, a única policial sobrevivente do caso, compareceu a uma inspeção no local em 2 de junho, mas seu depoimento foi adiado para 21 de julho depois que sua equipe jurídica não compareceu. Os irmãos de Mabelane disseram que as audiências oferecem uma chance para um fechamento tardio, apesar da espera de 49 anos.