Jonathan Anderson apresentou sua coleção feminina outono/inverno 2026 para a Dior a 3 de março de 2026, nos Jardins das Tulherias em Paris, inspirada nos nenúfares de Claude Monet e na tradição do passeio parisiense. A passerela ao ar livre apresentava uma estrutura de vidro ao redor de um lago octogonal salpicado de lírios artificiais, sob um céu ensolarado. Celebridades incluindo Anya Taylor-Joy, Charlize Theron e Willow Smith compareceram ao evento.
O desfile marcou a segunda grande apresentação de roupa feminina de Anderson para a Dior desde que assumiu o cargo de diretor criativo, uma mudança em relação ao tom introspectivo da sua estreia seis meses antes. Realizado nos históricos Jardins das Tulherias — encomendados em 1564 e um local para 'la rencontre' ou encontros casuais —, a passerela foi construída sobre um lago que evocava as pinturas impressionistas de Monet, com a área circundante transformada num cenário semelhante a uma estufa. Os convites chegaram na forma de miniaturas de cadeiras verdes de parque, uma referência aos icónicos bancos do jardim. nnAnderson descreveu sentir-se 'muito mais calmo' desta vez, tendo preparado ao longo de um período mais longo do que os 26 dias do seu primeiro desfile. A coleção equilibrava sofisticação e brincadeira, reinterpretando os códigos da Dior como a jaqueta Bar em versões mais longas e folgadas de tweed Donegal, casacos frock desconstruídos, jaquetas peplum e saias com volume em tons de amêndoa caramelizada, renda Chantilly e jacquards metálicos. Motivos florais surgiam através de silhuetas — cardigans enrugados como corolas, saias assimétricas evocando pétalas — e detalhes como calças de ganga bordadas com cristais e adornos 3D de nenúfares em sandálias de satén desenhadas com Nina Christen. nnOutros destaques incluíam saias shearling em forma de abat-jour, malhas esculturais, saias godé com babados de tule suíço pontilhado inspiradas no vestido Junon de Christian Dior, calças de treino em seda martelada marfim com botões cobertos e um casaco de caxemira vinho escuro que Anderson chamou de 'masculino, mas sexual'. As calças apresentavam linhas de botões da anca ao tornozelo para um efeito 'high-low'. O calçado variava de sapatos de salto com bolinhas a botins de camurça, enquanto a bolsa Book Tote incorporava capas literárias como 'Les Fleurs du Mal' de Charles Baudelaire. nnOs visuais de beleza complementavam o tema: Peter Philips criou um estilo de maquilhagem 'sobrante' com kohl e rímel subtilmente desgrenhados, inspirado numa mistura de rapariga parisiense-londrina referenciando Charlotte Gainsbourg e Kate Moss. Guido Palau estilizou rabos-de-cavalo baixos com franja solta para um ar despreocupado, e Ama Quashie aplicou camadas leves de verniz. Não foi usado blush nem contorno, focando-se no brilho natural com a base Dior Forever Skin Glow Foundation. nnO evento atraiu uma primeira fila repleta de estrelas, com presenças como Priyanka Chopra, Emily Ratajkowski, Jisoo e Macaulay Culkin. A parceria da Dior com o Louvre para a restauração do jardim continua desde 2020. Anderson enfatizou a construção de um artesanato reconhecível sem uma fórmula fixa, notando peças de transição para uso diurno em meio a mudanças nos guarda-roupas.