Michael Rider apresentou sua terceira coleção como diretor criativo da Celine na Semana de Moda de Paris, realizando o desfile ready-to-wear outono/inverno 2026 em um local de madeira atrás do Institut de France. Enfatizando intuição sobre conceitos e silhuetas mais esguias com atitude, a coleção se inspirou no trajeto diário em Paris para alfaiataria usável e detalhes excêntricos que celebram o estilo pessoal.
O desfile ready-to-wear outono/inverno 2026 da Celine aconteceu em 9 de março de 2026, durante a Semana de Moda de Paris, em uma enorme caixa de madeira instalada em um pátio atrás do Institut de France, evocando um espaço luminoso como um sótão. O diretor criativo Michael Rider, designer americano, marcou sua terceira apresentação com a marca, mudando das influências préppy anteriores, como lenços de seda e camisas de rugby, para linhas sucintas e justas ao corpo que sinalizam o fim das tendências oversized. nnNas notas do desfile, Rider escreveu: “Confiança. Ser direto sobre isso. Falar sobre estilo sem ironia. Intuição sobre estratégia. Sentir em vez de planejar. Afiar o lápis. Rejeitar a ideia de um ‘conceito’.” Ele descreveu a abordagem como ‘construir uma vida em roupas’, com ‘clássicos’ infundidos com ‘mordida’ para refletir ‘vidas internas bagunçadas’ em vez de encobri-las. Inspirada em um trajeto diário em Paris, a coleção prioriza designs amigáveis ao cliente e democráticos, que funcionam na passarela e na vida real, misturando raízes parisienses com o apelo da LVMH. nnO desfile abriu com um casaco preto alfaiatado e chapéu combinando adornado com um alfinete com a inscrição ‘bienvenue chez Celine’. Destaques incluíram alfaiataria arquitetônica afiada — casacos longos, blazers, peacoats franceses, overcoats longilíneos estreitos — combinados com calças cropped kick-flare e calças slim. Silhuetas peplum adicionaram estrutura, enquanto toques excêntricos trouxeram flair: malha de corrente pesada sob as peças externas, brincos statement descombinados, cachecóis de couro escultural, mufflers de cetim obscurecendo pescoços, coroas de penas estranhas no cabelo, botões de ouro anormalmente pequenos e ecos em cetim branco da coleção de Phoebe Philo de 2013 com túnicas acentuadas por laços. nnExplosões de cor destacaram um casaco de couro roxo rico em meio a paletas mais escuras, ao lado de colares de pingentes sobre camisas crocantes, padrões, logos e enfeites. Acessórios incluíram chapéus bowler/derby de aba larga e bucket hats, plimsolls fofos, botinhas granny de salto kitten, frequentemente em branco. Música de Prince, The West Coast Pop Art Experimental Band e Pastor T.L. Barrett and The Youth for Christ Orchestra amplificou uma vibe groovy de jam-session dos anos 70, espelhando o processo colaborativo de estúdio de Rider: ‘Todo mundo riffando uns nos outros’. nnNo geral, a coleção funde códigos parisienses antigos e novos em um guarda-roupa urgente e sonhador para autoexpressão com impacto emocional, posicionando a Celine como um destino para roupas lindamente cortadas e aspiracionalmente relacionáveis.