O estilista Rick Owens apresentou sua coleção feminina prêt-à-porter de outono 2026 na Semana de Moda de Paris, inspirando-se em Marlene Dietrich e em temas de resposta à ameaça. O desfile no Palais de Tokyo apresentou silhuetas prontas para batalha em tons terrosos, incorporando materiais inovadores como Kevlar e pelo de cabra. Owens descreveu a coleção como incorporando um glamour feroz em meio a crises globais.
Rick Owens revelou sua coleção prêt-à-porter de outono 2026 em 5 de março de 2026, no Palais de Tokyo, durante a Semana de Moda de Paris. Esta linha feminina, intitulada o segundo capítulo de “TOWER,” seguiu o seu desfile masculino de janeiro, onde abordou a “energia de execução que nos rodeia”, referindo-se a ações anti-imigrantes em Minnesota. Com conflitos em curso no Irã e no Oriente Médio, Owens refletiu sobre o papel da moda em crises, afirmando: “Eu estava pensando em elevar-me à ocasião; eu estava pensando que a forma como você responde à ameaça define o caráter.” A coleção evocava uma tribo de mulheres guerreiras com peças enlameadas e de cor dun, enfaixadas e envolventes, misturando praticidade com extravagância. As modelos usavam shorts combinados com botas de salto imponentes, elementos táticos como fechos e bolsos, e silhuetas transformadoras. Peças-chave incluíam vestidos coluna sem alças feitos de Kevlar — cinco vezes mais forte que o aço e tecidos em Como, Itália — e casacos espetaculares de pelo de cabra inspirados na jaqueta de plumagem de cisne de Marlene Dietrich. Dietrich serviu como musa, admirada por sua trajetória de provocadora sexual a heroína de guerra durante turnês da USO na Argélia e na Europa, e mais tarde performer de cabaré firme. Outros destaques incluíam vestidos de couro até o chão, designs franjados cinéticos, coletes de couro sob capas presas, tricôs tecidos expondo peitos nus e botas Kiss com paetês. Peles monstruosas em tons vibrantes e tecidos drapejados e nodosos adicionavam ao tom distópico, realçados por cortes de cabelo meio raspados, perucas desgrenhadas e cílios de milípede em preto ou rosa do colaborador Figa Link (Bernardo Martins). Owens, entrando em sua era de cabaré, buscou energia punk, dizendo: “Houve punk rock, houve glitter rock, há exagero, há roupas que rejeitam o status quo criando algo grotesco ou zombando dele. Eu apenas senti falta desse tipo de energia.” O desfile abriu em uma câmara subterrânea cheia de fumaça, amplificando sua atmosfera ominosa. Materiais como feltro marmorizado de lã himalaia, feito em Rajasthan, sublinhavam o compromisso avant-garde de Owens, com casacos imponentes de pele de cabra de pelo longo destacando-se em uma temporada de casacos oversized.