O magistrado Santiago Pedraz denunciou esta semana Mercedes González, diretora da Guarda Civil, e seu vice, Manuel Llamas, por suposta prevaricação e obstrução de justiça no caso Leire Díez.
A decisão ocorre após uma busca ordenada por Pedraz semanas atrás na sede da Guarda Civil. Os agentes buscavam arquivos internos e registros de visitantes ligados à ex-militante socialista Leire Díez.
González reconheceu duas reuniões com Díez entre setembro de 2024 e abril de 2025, incluindo cafés em Madri, mas negou contatos adicionais. O processo menciona possíveis encontros extras e mensagens que sugerem tentativas de influenciar as investigações.
A Procuradoria Anticorrupção questiona o uso de três inquéritos internos reservados abertos entre novembro de 2024 e setembro de 2025. Comandantes da UCO os descrevem como incomuns e potencialmente intimidadores.
O juiz convocou González e Llamas como investigados para o dia 16. Outros comandantes envolvidos em eventos semelhantes não foram denunciados.