O magistrado Santiago Pedraz intimou a diretora-geral da Guarda Civil, Mercedes González, e o diretor operacional adjunto, Manuel Llamas, para depor como investigados no dia 16 de julho por possíveis crimes de prevaricação e obstrução da justiça.
A decisão do juiz da Audiência Nacional segue um pedido da Procuradoria Anticorrupção e da acusação popular do Partido Popular. As acusações baseiam-se em evidências de um relacionamento pessoal entre González e Leire Díez, bem como na abertura de três processos internos contra membros da UCO.
Fontes do governo afirmaram que mantêm a confiança em González e Llamas, que continuarão em seus cargos e colaborarão com a justiça. A Procuradoria observou que Díez utilizou esse relacionamento para dificultar investigações que afetavam o PSOE.
Entre os fatos citados estão reuniões em julho de 2024, nas quais foi feita uma tentativa de interromper o processo contra o irmão de Pedro Sánchez. Também é mencionado um despacho de 29 de abril de 2025, alertando sobre as manobras de Díez, que não foi entregue imediatamente à UCO.