Uma juíza de Martorell decretou a prisão preventiva com fiança de um milhão de euros contra Jonathan Andic, devido a evidências de homicídio na morte de seu pai, Isak Andic, fundador da Mango.
A juíza de instrução baseia sua decisão em um relatório da Unidade de Intervenção em Montanha dos Mossos d'Esquadra. Especialistas realizaram dez simulações no local exato da queda e concluíram que a marca de pegada encontrada exige pelo menos quatro movimentos de fricção para frente e para trás. O caminho não apresenta dificuldade e não requer calçado específico, exceto no ponto preciso do incidente.
A ordem judicial também cita a autópsia. Lesões no lado direito em um padrão ascendente, juntamente com a ausência de marcas nas palmas das mãos, descartam um escorregão ou tropeço. O relatório forense descreve a postura como se o falecido tivesse sido lançado por um escorregador, com os pés à frente.
Investigadores apontam um possível motivo econômico ligado ao plano de Isak Andic de criar uma fundação de caridade. Segundo conversas de WhatsApp analisadas, Jonathan soube do projeto em meados de 2024. A excursão em Montserrat, no dia 14 de dezembro de 2024, foi proposta pelo filho para uma reconciliação. Isak Andic morreu durante esse passeio, que inicialmente foi atribuído a um acidente.