O presidente eleito José Antonio Kast encerrou sua viagem ao Equador com reuniões sobre segurança e migração irregular com o presidente Daniel Noboa. Ele afirmou ter convidado o presidente salvadorenho Nayib Bukele para sua posse em 11 de março e expressou abertura para visitar os Estados Unidos antes de assumir o cargo. O giro incluiu discussões sobre um possível corredor humanitário para venezuelanos irregulares.
José Antonio Kast chegou a Quito na madrugada de 23 de dezembro de 2025, após escala em Lima, onde se reuniu com o chanceler peruano Hugo de Zela para discutir narcotráfico, imigração irregular e um corredor humanitário para venezuelanos. No Equador, sua agenda focou na crise migratória da América do Sul, impulsionada pelo êxodo de quase 8 milhões de pessoas da Venezuela.
Às 11h, Kast realizou uma reunião bilateral com Daniel Noboa no Palacio de Carondelet, acompanhado pelos senadores eleitos Rodolfo Carter e o general aposentado Cristián Vial. Depois, almoçou com Noboa e seus ministros, seguido de encontro com empresários no Swissôtel Hotel. Em um ponto de imprensa de encerramento, enfatizou a coordenação regional: «Queremos apresentar ao presidente do Equador a situação do crime organizado, imigração ilegal e narcotráfico. O Equador também vive uma situação crítica».
Kast propôs um corredor humanitário acordado com Chile, Argentina, Peru, Equador, Bolívia e Colômbia para facilitar o retorno de migrantes irregulares à Venezuela, instando o governo de Nicolás Maduro a abrir suas fronteiras. «Não reconheço uma ditadura, mas isso não significa que esse país não deva receber seus nacionais», declarou, rejeitando qualquer diálogo direto com Maduro por falta de respeito à democracia.
Encerrando a visita após as 22h, já no avião de volta ao Chile, Kast revelou ter tido uma longa conversa com Nayib Bukele após sua vitória eleitoral e convidado para o traspasse de poder em 11 de março, embora não saiba se comparecerá. Quanto a Donald Trump, não falou diretamente, mas mantém boas relações com o secretário de Estado Marco Rubio. Expressou interesse em possível viagem aos Estados Unidos antes de assumir: «Estamos organizando todas as giras internacionais e, se possível, claro».
O giro, o segundo após Buenos Aires, busca antecipar laços para seu governo focado em segurança e migração, atendendo expectativas cidadãs sem plano detalhado anunciado ainda.