Um piloto da Magnicharters reteve um voo com destino a Cancún no Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM), em 19 de dezembro, exigindo o pagamento de mais de cinco meses de salários atrasados. Édgar Macías González dirigiu-se aos passageiros da cabine de pilotagem, explicando seu protesto como pai de família. A Agência Federal de Aviação Civil (AFAC) abriu uma investigação administrativa sobre o incidente.
O incidente ocorreu durante o voo GMT-780 da Magnicharters, programado para decolar do AICM, na Cidade do México, rumo a Cancún, na sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. Segundo a AFAC, o capitão detectou um 'problema menor' durante os preparativos para a decolagem, o que levou a aeronave a retornar à rampa para inspeção técnica. Uma vez resolvido, uma tripulação de relevo foi designada, mas o piloto original, Édgar Macías González, optou por falar com os passageiros pelo interfone.
Em seu discurso, Macías González afirmou que a companhia lhe devia mais de cinco meses de salários e diárias, e o havia demitido recentemente. 'Peço do fundo do coração que me entendam, que compreendam, sou pai de três filhos lindos. É muito difícil para mim. Sinto muito. Dói-me ter vocês de pé aqui (...) Peço um grande pedido de desculpas, estou praticamente em negociações com o dono da companhia aérea. Eles têm que nos pagar hoje o que nos devem. Devem-nos mais de cinco meses de salários (...) esta aeronave não vai sair até que nos paguem o que nos devem', declarou o piloto, conforme vídeos compartilhados nas redes sociais.
Os passageiros manifestaram frustração e raiva, sentindo-se 'sequestrados' pelo protesto. Agentes de segurança do aeroporto, incluindo a Unidade de Proteção Aeroportuária Naval, intervieram para retirar Macías da cabine. Ele foi detido e entregue às autoridades. O voo foi cancelado e os passageiros desembarcados, sem ferimentos reportados.
A Magnicharters, fundada em 1994 em Monterrey pela família Bojórquez e com sede no AICM, está sob escrutínio por este episódio. Em 2023, quase interrompeu as operações devido a uma dívida de 70 milhões de pesos com o aeroporto. A companhia não emitiu comunicado oficial sobre as alegadas dívidas trabalhistas. A AFAC e a Diretoria de Análise de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos (DAAIA) investigam para verificar o cumprimento dos protocolos de segurança.