O ministro coordenador Manuel Adorni anunciou que comparecerá ao Senado no dia 2 de julho para apresentar seu relatório de gestão. A decisão ocorre em meio a uma moção de censura impulsionada pela oposição após polêmicas sobre sua declaração de bens.
Adorni enviou uma carta à vice-presidente Victoria Villarruel para confirmar sua presença no Senado. A visita ocorre enquanto legisladores da oposição, incluindo senadores peronistas, avançam com uma moção de censura para destituí-lo do cargo de chefe de gabinete.
José Mayans, líder do bloco justicialista no Senado, afirmou que Adorni “é praticamente um sonegador confesso”. O legislador destacou que as ações do funcionário são classificadas como crime pela Constituição Nacional.
Deputados de diversos blocos de oposição, como o kirchnerismo e o Provincias Unidas, apresentaram projetos para questionar Adorni e discutir a moção de censura. O mecanismo exige maioria absoluta em ambas as casas para aprovação.
Analistas como Horacio Fazio e Carlos Maslatón questionaram as explicações de Adorni sobre seus bens e apontaram inconsistências em suas declarações públicas.