O porta-voz presidencial Manuel Adorni apresentou uma declaração de bens retificada na qual reconheceu ter omitido cerca de 500 mil dólares em investimentos em Bitcoin. A medida gerou denúncias criminais e pedidos de renúncia por parte da oposição e de setores aliados.
Adorni explicou que manteve economias fora do sistema formal com sua esposa, Bettina Angeletti, durante anos, e que os fundos são provenientes de operações com criptomoedas realizadas entre 2013 e 2018. O funcionário registrou-se no regime simplificado da Lei de Inocência Fiscal e afirmou que pagará os impostos e multas correspondentes.
O promotor federal Gerardo Pollicita ordenou novas medidas probatórias, incluindo solicitações de informações à ARCA, à ANSES e à Lemon Cash, bem como um levantamento sobre as operações com Bitcoin. O processo por suposto enriquecimento ilícito está sendo conduzido pelo juiz Ariel Lijo.
Os deputados da Coalición Cívica, Mónica Frade e Maximiliano Ferraro, apresentaram uma denúncia criminal por omissão maliciosa nas declarações de bens de 2024 e 2025. O PRO exigiu que Javier Milei defenda a mudança e não Adorni, enquanto o governador Axel Kicillof afirmou que, se o funcionário fosse peronista, ele estaria na prisão.
Adorni não incluiu em seu documento o anexo reservado com os bens de sua esposa, embora seu círculo tenha indicado que ele tem até 31 de julho para completá-lo.