Efrain Zuniga-Garcia, um cidadão mexicano de 38 anos extraditado do México, declarou-se culpado em um tribunal federal no Texas de acusações relacionadas a uma rede que trouxe ilegalmente milhares de pessoas de vários países para os Estados Unidos, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.
Promotores federais afirmaram que Zuniga-Garcia admitiu participar de uma conspiração que operou de novembro de 2020 a setembro de 2023, utilizando casas de esconderijo em Monterrey e Piedras Negras, no México, para facilitar travessias ilegais de fronteira para os Estados Unidos. (justice.gov)
De acordo com o Departamento de Justiça, a organização transportou milhares de pessoas para os Estados Unidos, incluindo migrantes do Afeganistão, Iêmen, Egito, Índia, Paquistão, Colômbia, Guatemala, Honduras e Equador. (justice.gov)
Os promotores disseram que Zuniga-Garcia operava a casa de esconderijo de Monterrey e ajudou a coordenar o transporte para aquele local. Os migrantes eram então entregues a guias armados — frequentemente referidos como “coiotes” — que os levavam através da fronteira entre os EUA e o México cruzando o Rio Grande, segundo as autoridades. (justice.gov)
Zuniga-Garcia declarou-se culpado de conspiração para trazer estrangeiros para os Estados Unidos, trazer um estrangeiro para os Estados Unidos por ganho financeiro e cumplicidade, informou o Departamento de Justiça. Uma data para a sentença ainda não foi definida, e ele enfrenta uma pena mínima obrigatória de três anos de prisão; um juiz federal determinará a sentença final após considerar as diretrizes federais e outros fatores estatutários. (justice.gov)
O Departamento de Justiça afirmou que um co-réu, Enil Edil Mejia-Zuniga, foi condenado a 10 anos de prisão em julho de 2025 após admitir que a organização contrabandeou entre 2.500 e 3.000 pessoas para os Estados Unidos ao longo de aproximadamente dois anos, cobrando de US$ 6.500 a US$ 12.000 por pessoa. (justice.gov)
Em uma declaração citada pela Embaixada dos EUA em Honduras e reportada pela EFE, o procurador dos EUA Justin R. Simmons disse que a conduta de Mejia-Zuniga “colocou nossa segurança nacional em risco”. (swissinfo.ch)