Michelle Bachelet destaca conquistas da ONU e propõe reforma do Conselho de Segurança

A ex-presidente Michelle Bachelet proferiu um discurso de 30 minutos no Congreso Futuro 2026 em Santiago, destacando conquistas das Nações Unidas e defendendo a reforma do Conselho de Segurança no âmbito de sua candidatura a secretária-geral. O presidente Gabriel Boric anunciou que formalizará sua candidatura. Bachelet enfatizou a necessidade do multilateralismo em um mundo em transição.

No painel 'Multilateralismo: desafios e oportunidades em um mundo em transição' do Congreso Futuro 2026, realizado no Centro Cultural Ceina em Santiago, Michelle Bachelet evitou a imprensa ao entrar pelo Instituto Nacional General José Miguel Carrera. Seu discurso focou no futuro das Nações Unidas, a organização que ela busca liderar como secretária-geral. Bachelet destacou marcos chave da ONU, como 'a erradicação da varíola, a recuperação da camada de ozono e, talvez o mais significativo, a prevenção de uma terceira guerra mundial'. Diante do panorama global atual, enfatizou que 'o papel dos mecanismos multilaterais para diálogo, mediação e prevenção de conflitos ganha relevância especial', e que a secretária-geral e o Conselho de Segurança podem contribuir para 'soluções pacíficas e sustentáveis que respeitem o direito ao deslocamento'. Uma de suas principais propostas foi a reforma do Conselho de Segurança, apesar de sua impopularidade: 'Quero dizer algo aqui que não me torna muito popular entre os países que dirigem o Conselho de Segurança, mas tenho certeza de que a reforma do Conselho de Segurança é uma necessidade imperativa e uma responsabilidade inevitável dos Estados-membros'. Ela acrescentou que 'a estrutura atual do conselho reflete uma realidade geopolítica do passado e não responde à diversidade ou aos equilíbrios do mundo contemporâneo, o que enfraquece sua credibilidade e capacidade de ação'. Quanto ao perfil ideal para a próxima secretária-geral, Bachelet comentou: 'Há outra discussão muito interessante, se a próxima secretária-geral deve ser administradora ou general. [...] Acho que deve ser ambas as coisas, administradora e general, as duas. Ou generala', o que provocou aplausos do público. Este discurso ocorre um dia após o presidente Gabriel Boric, em entrevista no Tolerancia Cero, anunciar: 'Vamos formalizar essa candidatura. Estamos verificando os prazos com o presidente, em conversas também com outros líderes mundiais, mas o objetivo é formalizar essa candidatura nós mesmos'.

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