A Procuradoria-Geral do Estado de Morelos confirmou que o corpo encontrado em 2 de março numa área arborizada de Chamilpa, Cuernavaca, pertence a Kimberly Joselin Ramos Beltrán, a estudante de 18 anos da UAEM reportada como desaparecida em 20 de fevereiro. O procurador Fernando Blumenkron Escobar prometeu garantir justiça sem impunidade no caso. Enquanto isso, estudantes da UAEM protestaram no Zócalo de Cuernavaca exigindo transparência e avanços na investigação.
Kimberly Joselin Ramos Beltrán, de 18 anos e estudante do segundo semestre na Faculdade de Contabilidade, Administração e Informática da UAEM, foi vista pela última vez em 20 de fevereiro a caminho do campus Chamilpa em Cuernavaca. Ela embarcou em transporte público e enviou uma mensagem à família pouco antes de desaparecer perto das instalações da universidade. A família registrou o desaparecimento em 21 de fevereiro na Procuradoria Especializada em Pessoas Desaparecidas, ativando protocolos de busca que incluíram operações interinstitucionais, revisão de imagens de vídeo e rastreamento de dispositivos digitais. Os dias seguintes, familiares, estudantes e coletivos organizaram protestos exigindo avanços. Em 26 de fevereiro, centenas marcharam por Cuernavaca até os escritórios do governo, denunciando atrasos nas investigações. Em 27 de fevereiro, um protesto que durou mais de oito horas ocorreu no campus, com bloqueios de acesso e apelos à presença das autoridades. A reitora Viridiana Aydeé León Hernández e a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Estado de Morelos, Nadxieellii Carranco Lechuga, reuniram-se com a comunidade naquela noite. As mobilizações continuaram no fim de semana com fechamento de portas e, em 2 de março, incluíram a ocupação da Torre do Reitor com danos ao saguão. Em 28 de fevereiro, a Procuradoria deteve Jared Alejandro ‘N’, um estudante da UAEM próximo a Kimberly, por sua provável participação no desaparecimento agravado cometido por particulares. Um juiz impôs prisão preventiva em 1º de março. Pertences da vítima foram encontrados em sua casa, reforçando a investigação. No mesmo 2 de março, após 19 dias de buscas, o corpo foi localizado sem vida numa área arborizada perto do campus norte. A Coordenação Geral de Serviços Forenses confirmou a identidade por meio de procedimentos. O procurador Blumenkron Escobar afirmou que a investigação prossegue com o devido processo e comunicação com a família. A governadora Margarita González Saravia e a reitora León Hernández expressaram solidariedade num vídeo antes do anúncio. Estudantes marcharam da UAEM e do Sistema de Água e Esgoto até o Zócalo, fazendo uma pausa na Procuradoria para protestar contra o sigilo. Colocaram faixas, fizeram grafites e envolveram-se em confrontos no Palácio do Governo. A reitora apoiou o protesto, mas observou a presença de pessoas externas em eventos anteriores. A Comissão de Direitos Humanos acompanhou para garantir a legalidade. O coordenador do Morena, Rafael Reyes, lamentou o caso e aguardou os resultados. A secretária Clarisa Gómez Manrique garantiu segurança para a marcha de 8 de março. A governadora considerou a indignação legítima e confirmou coordenação com a Procuradoria.