A família de Karen Mariel Juárez Romero exige que sua morte seja investigada como feminicídio após ela cair de um carro em movimento no dia 8 de fevereiro. A jovem identificou seu parceiro como responsável antes de falecer em 20 de fevereiro. Na segunda-feira, 20 de abril, eles convocaram um protesto em frente à promotoria da Cidade do México.
Karen Mariel Juárez Romero foi hospitalizada em estado crítico no dia 8 de fevereiro após cair de um carro em movimento na Insurgentes Norte. Sua família afirma que ela disse à equipe do hospital que seu parceiro, Jesús Fernando, a agrediu e a jogou do veículo. Ela teve as duas pernas amputadas e morreu 13 dias depois, em 20 de fevereiro.
Claudia Romero Mecalco, mãe da vítima, criticou a Procuradoria-Geral da Cidade do México por classificar o caso como homicídio culposo em vez de feminicídio. "Queremos que o homicídio culposo, que a Promotoria diz ter sido um acidente, seja reclassificado como feminicídio", afirmou. A família reclama da falta de exames forenses fundamentais e de revisões de imagens de câmeras, acusando as autoridades de exigirem que eles próprios forneçam as provas.
Os amigos de Karen Mariel não se juntaram aos protestos devido a supostas ameaças de Jesús Fernando, segundo a mãe. A manifestação ocorreu na segunda-feira, 20 de abril, às 7h30, em frente à promotoria da Cidade do México, em meio a estatísticas alarmantes: quase 10 mulheres mortas diariamente no México, com menos de um quarto sendo investigado como feminicídio.
O caso se soma à recente repercussão sobre a condução do feminicídio de Edith Valdés, no qual a promotoria enfrenta investigações por possível corrupção.