O PDT anunciou apoio formal à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o PT desistir de lançar candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul em favor de Juliana Brizola, do PDT. O conflito local era o último obstáculo para a aliança nacional entre as siglas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 9 de abril.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, confirmou o apoio à campanha de Lula. "O Rio Grande do Sul está unido para o Brasil. É Lula lá e Brizola aqui", disse Lupi à Folha de S.Paulo.
O diretório do PT no Rio Grande do Sul inicialmente defendia a candidatura do ex-deputado Edegar Pretto, ex-presidente da Conab, ao Palácio do Piratini. O PDT, por sua vez, impulsionava Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola. Na quinta-feira, 9 de abril, a executiva nacional do PT interveio, convencendo o diretório gaúcho a apoiar a pedetista. O ex-ministro José Dirceu participou das negociações, enviando carta ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ao Grupo Tático Eleitoral (GTE).
A tensão havia escalado na segunda-feira, 6 de abril, quando o ex-presidente nacional do PT no estado, Tarso Genro, criticou a possibilidade de intervenção. "Eu não acredito que eles tenham coragem de fazer uma intervenção para dizer para a militância aqui no estado que a nossa candidata é de outro partido", declarou Genro.
A adesão do PDT beneficia a campanha de Lula, especialmente no cálculo do tempo de propaganda na televisão. O Rio Grande do Sul foi um dos três estados onde o PDT solicitou apoio petista: também no Paraná, com Requião Filho ao governo, e em Minas Gerais, com Alexandre Kalil ao Senado.