No município de Pradera, Valle del Cauca, a transmissão local de malária foi eliminada em apenas seis meses por meio de uma estratégia coordenada entre autoridades e comunidade. O surto começou como um caso importado de Buenaventura e não houve novos casos desde agosto de 2025. Esse progresso destaca o papel fundamental da participação cidadã na saúde pública.
O município de Pradera, no Valle del Cauca, marcou um marco na saúde pública ao eliminar a transmissão local de malária em apenas seis meses. A doença, causada por um parasita transmitido pelo mosquito Anopheles, não era endêmica na área, mas originou-se de um caso importado de Buenaventura, onde indivíduos infectados foram picados por vetores locais, iniciando a cadeia de transmissão.
A governadora Dilian Francisca Toro explicou: “não estava presente no município, mas chegou como um caso importado de Buenaventura. Pessoas vindas com a doença foram picadas pelo vetor e isso iniciou a transmissão local”.
A Secretaria de Saúde do Valle del Cauca implementou um plano abrangente com quatro ações principais: buscas ativas de sintomas, controle de criadouros de mosquitos, colaboração comunitária e melhorias nas condições de vida nas áreas afetadas. As medidas incluíram o uso de mosquiteiros, visitas casa a casa e educação para prevenir a procriação de mosquitos. Todos os pacientes receberam atendimento oportuno, sem novos casos reportados desde agosto de 2025.
María Cristina Lesmes, secretária de Saúde do departamento, observou: “eliminar a malária em uma comunidade é uma façanha incomum em todo o mundo”. Ela enfatizou o papel ativo dos cidadãos na identificação de sintomas e medidas preventivas, o que foi crucial para interromper a transmissão.
O desafio atual é manter o status livre de malária por meio de vigilância comunitária aprimorada, diagnóstico precoce e tratamento imediato de casos suspeitos. Essa conquista representa um progresso significativo na região, impulsionado pela coordenação entre os setores público, privado e a comunidade.