Um ano após o presidente Trump sancionar a legislação que encerrou o apoio federal à radiodifusão pública, emissoras de todo o país enfrentaram demissões, mas também arrecadaram novas doações e buscaram inovações para permanecerem em funcionamento.
Mais de 500 funcionários de mídia pública perderam seus empregos após a lei de julho de 2025, que interrompeu quase seis décadas de financiamento federal. As estações rurais, dependentes de dinheiro do governo, foram as mais atingidas, com a South Dakota Public Broadcasting cancelando seu programa de assuntos públicos e demitindo sete de seus 11 jornalistas. As contribuições dos ouvintes aumentaram em resposta. A South Dakota Public Broadcasting garantiu um recorde de US$ 8 milhões, o que permitiu recontratar a apresentadora Lori Walsh para um podcast diário. A KSUT, no Colorado, arrecadou fundos para painéis solares e para um fundo patrimonial, além de vencer uma ação judicial contra a ordem executiva inicial que visava o corte dos recursos. A NPR cortou cerca de 4% de sua equipe de notícias e podcasts por meio de acordos de demissão voluntária e recebeu uma doação de US$ 80 milhões para trabalhos digitais. A WNIN, em Indiana, demitiu 20% dos funcionários, mas espera um superávit este ano depois que os membros doaram mais de US$ 1 milhão. A NPR agora conta com 242 estações afiliadas, apenas duas a menos que anteriormente. Os executivos expressam esperança devido ao apoio, mas também ansiedade sobre se as doações continuarão nos níveis atuais.