O presidente Donald Trump propôs um corte de US$ 1,3 bilhão no orçamento da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). A medida eliminaria o financiamento de programas de pesquisa essenciais que monitoram os Grandes Lagos. Cientistas alertam que os cortes podem afetar a segurança pública, a qualidade da água e a economia regional.
A proposta tem como alvo programas no Instituto Cooperativo de Pesquisa dos Grandes Lagos e no Sistema de Observação dos Grandes Lagos. Esses esforços monitoram os níveis de água, gelo, florações de algas e condições em tempo real usadas por velejadores, pescadores e empresas de navegação.
Gregory Dick, diretor do Instituto Cooperativo de Pesquisa dos Grandes Lagos, afirmou que os dados auxiliam na segurança da água, na saúde pública e na atividade econômica. Jennifer Boehme, CEO do Sistema de Observação dos Grandes Lagos, observou que as informações em tempo real ajudam as pessoas a evitar ondas perigosas ou florações nocivas.
O Comitê de Apropriações da Câmara aprovou um projeto de lei que forneceria US$ 1,3 bilhão a mais do que o solicitado pelo presidente e aumentaria o financiamento para redes regionais em 18 por cento. O Senado ainda não agiu sobre sua versão.
Os programas já absorveram uma redução de 40 por cento no pessoal em um laboratório após os cortes do ano passado. Alex Eastman, do Northeast-Midwest Institute, disse que o Congresso já rejeitou propostas semelhantes anteriormente porque os legisladores reconhecem o valor do trabalho.