O presidente russo Vladimir Putin disse no domingo que os ataques ucranianos à infraestrutura energética criaram uma “certa escassez” de combustível na Rússia, embora tenha insistido que a situação “não é crítica”, em um raro reconhecimento público da pressão sobre a rede de suprimentos do país.
O presidente russo Vladimir Putin disse que ataques ucranianos a refinarias e outras instalações de energia criaram interrupções notáveis no sistema de combustível da Rússia, descrevendo a situação como uma “certa escassez”, mas “não crítica”.
“Quanto aos ataques contra infraestruturas críticas em geral, e infraestruturas energéticas em particular, é claro que esses ataques às nossas instalações de infraestrutura criam problemas, isso é óbvio… Agora estamos observando uma certa escassez, mas não é crítica.”
Putin fez os comentários à televisão estatal russa após uma reunião focada no fornecimento e distribuição de combustível. Ele também falou publicamente no domingo a membros do partido governista Rússia Unida, de acordo com reportagens que citaram seus comentários televisionados.
As declarações seguiram-se a contínuos ataques de drones de longo alcance ucranianos visando instalações petrolíferas russas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse em 28 de junho de 2026, que as “sanções de longo alcance” da Ucrânia atingiram duas refinarias de petróleo nas regiões russas de Krasnodar e Yaroslavl. A Reuters também informou que um incêndio irrompeu na refinaria em Slavyansk-na-Kubani, na região de Krasnodar, após o ataque noturno.
Putin disse que reforçar as defesas aéreas e estabilizar os suprimentos de combustível — incluindo entregas para a Crimeia ocupada pelos russos — estavam entre as prioridades para as autoridades russas.
Ele também rejeitou o que descreveu como uma proposta ucraniana para limites mútuos em ataques de longo alcance, dizendo que os ataques retaliatórios da Rússia foram mais “destrutivos”, de acordo com reportagens da Reuters citadas por veículos que cobriram seus comentários.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, argumentou que a pressão contínua sobre a Rússia não deixaria a Moscou outra escolha a não ser buscar um fim diplomático para a guerra, embora o texto específico de suas observações varie conforme o veículo.
Relatos de escassez de combustível e racionamento surgiram em partes da Rússia nas últimas semanas, incluindo a cobertura do The Moscow Times, que descreveu restrições em alguns postos de gasolina e observou os esforços de Moscou para conter as exportações a fim de proteger os suprimentos domésticos. A escala e a abrangência geográfica da escassez, no entanto, são difíceis de verificar de forma independente em tempo real e foram relatadas com níveis variados de especificidade entre os veículos.