O que começou como uma escalada de tensões no Estreito de Ormuz em meados de março de 2026 evoluiu para uma guerra em larga escala entre os Estados Unidos, Israel e Irã, com o estreito bloqueado desde o início de março. Este ponto de estrangulamento vital, responsável por 20% das remessas globais de petróleo e gás natural, provocou a crise energética mais grave da história moderna, causando escassez crítica de combustível em 25 países.
A crise remonta a 22 de março de 2026, quando as tensões aumentaram: o Irã ameaçou restringir a passagem pelo Estreito de Ormuz — que movimenta mais de 20% do petróleo bruto e GNL do mundo — para embarcações ligadas a adversários. O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato de 48 horas para manter o estreito aberto, alertando sobre ataques às usinas elétricas iranianas. Ameaças de retaliação e ataques a navios comerciais seguiram-se, escalando para uma guerra aberta e um bloqueio total até o final de março. Grandes produtores como Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Catar interromperam as remessas, com as instalações de GNL do Catar danificadas por ataques de drones iranianos.
As consequências são mundiais. As potências asiáticas Japão, Coreia do Sul e Cingapura, altamente dependentes do GNL que passa pelo estreito, reativaram usinas a carvão — a Coreia do Sul suspendeu os limites de emissões, e a Itália estendeu as operações de suas usinas a carvão. Governos em todo o mundo decretaram medidas de conservação: limites de velocidade foram reduzidos, o trabalho remoto foi tornado obrigatório, termostatos foram ajustados e impostos sobre combustíveis foram suspensos. As companhias aéreas cortaram voos à medida que os preços do combustível de aviação disparavam, levando algumas transportadoras dos EUA à beira da falência. As vendas de veículos elétricos dispararam — mais de 50% na França e na Alemanha, e quase 200% no Brasil — no primeiro mês da guerra.
No entanto, a crise acelera a transição para alternativas. O assessor da ONU, Selwin C. Hart, declarou em uma conferência na Colômbia: “Agora temos uma alternativa viável. As energias renováveis mudaram a equação”. A energia solar cresceu rapidamente: as exportações chinesas de painéis e baterias para a Índia, África (aumento de 176%) e Europa dispararam em março. O Vietnã redirecionou um projeto de GNL de 4,8 GW para eólica, solar e baterias. A Coreia do Sul acelerou um plano de 100 GW de renováveis até 2030. A energia nuclear também ganhou impulso — Taiwan planeja reiniciar Maanshan, o Japão assinou acordos com os EUA e a Indonésia, e a Bélgica interrompeu todo o desativamento de usinas, segundo o primeiro-ministro Bart De Wever: “Todas as atividades de desativamento estão sendo interrompidas com efeito imediato”. O analista da Ember, Daan Walter, alertou: “É difícil dizer em que direção as coisas vão caminhar”, em meio ao ressurgimento temporário do carvão.