A capacidade do Irã de vender petróleo bruto tem sofrido pressão crescente desde que os Estados Unidos começaram a aplicar um bloqueio naval direcionado ao transporte marítimo iraniano em meados de abril de 2026, gerando alertas de que os estoques poderiam atingir o limite em poucas semanas e de que cortes forçados na produção poderiam danificar campos de petróleo antigos. Teerã condicionou negociações mais amplas com Washington a mudanças nas restrições marítimas enquanto o impasse sobre o Estreito de Ormuz se prolonga.
O setor petrolífero do Irã enfrenta restrições cada vez maiores à medida que os Estados Unidos intensificam a aplicação de um bloqueio marítimo destinado a frear as receitas de exportação iranianas, de acordo com uma reportagem do Daily Wire publicada em 2 de maio.
O bloqueio entrou em vigor em 13 de abril de 2026, segundo o Council on Foreign Relations (CFR), citando o Comando Central dos EUA. O CFR também relatou que o presidente Donald Trump afirmou que a Marinha dos EUA interceptaria navios em águas internacionais que tivessem pago pedágio ao Irã, e que as forças americanas começariam a destruir minas que o Irã havia colocado no estreito. (cfr.org)
Autoridades do Pentágono descreveram que a operação já causou um impacto financeiro significativo em Teerã. O Axios relatou que o Departamento de Defesa estimou que o Irã perdeu quase US$ 5 bilhões em receita de petróleo desde o início do bloqueio, e que 31 petroleiros carregando cerca de 53 milhões de barris de petróleo iraniano estariam “presos no Golfo” com um valor de pelo menos US$ 4,8 bilhões; o Axios também informou que dois navios haviam sido apreendidos pelos Estados Unidos. (axios.com)
À medida que a capacidade de armazenamento diminui, analistas e autoridades alertam que o Irã pode ser forçado em breve a reduzir a produção. O Axios citou o analista do Eurasia Group, Gregory Brew, dizendo que o Irã parece estar a “algumas semanas, ou talvez até um mês” de esgotar seu armazenamento. O Axios também relatou que o Irã começou a usar petroleiros mais antigos como armazenamento flutuante e que algumas embarcações estão tomando rotas mais longas em direção à China para reduzir o risco de interdição marítima. (axios.com)
O Irã, por sua vez, sinalizou que pretende estabelecer novas regras sobre o Estreito de Ormuz. Em uma declaração citada pelo Daily Wire, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, disse que potências estrangeiras “não têm lugar” na região “exceto no fundo de suas águas”, e afirmou que a “nova gestão do Estreito de Ormuz” pelo Irã e uma estrutura jurídica relacionada trariam “conforto e progresso” para as nações regionais. Uma mensagem semelhante foi transmitida pela Press TV, ligada ao Estado iraniano, que também citou a frase sobre o “fundo de suas águas” e mencionou a “nova gestão” do estreito. (dailywire.com)
Manobras diplomáticas continuaram paralelamente à campanha de pressão marítima. A Associated Press informou que o Irã transmitiu uma oferta para reabrir o estreito caso os EUA suspendam o bloqueio e a guerra termine — uma abordagem que, segundo a AP, adiaria discussões sobre o programa nuclear do Irã; a AP também citou o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dizendo que qualquer acordo deve impedir definitivamente que o Irã avance em direção a uma arma nuclear. (apnews.com)
Nem todos os números específicos de exportação e cronogramas da indústria petrolífera que circulam em comentários sobre o bloqueio puderam ser confirmados independentemente a partir das reportagens primárias disponíveis analisadas para esta reescrita. Os elementos mais claramente documentados em vários veículos são a data de início do bloqueio dos EUA (13 de abril), as estimativas relatadas pelo Pentágono sobre receita e volumes de petróleo afetados, e as declarações públicas da liderança iraniana sobre impor uma “nova gestão” sobre o Estreito de Ormuz e vincular as negociações às condições marítimas. (cfr.org)