O mercado global de eletrônicos recondicionados expandiu-se para US$ 62 bilhões em 2025, impulsionado pela demanda dos consumidores por opções acessíveis e sustentáveis. Esse crescimento destaca uma mudança para ver a tecnologia como bens duráveis em vez de itens descartáveis, com projeções estimando que a indústria dobrará para US$ 122 bilhões até 2032. Preocupações ambientais, incluindo o aumento do lixo eletrônico, impulsionam ainda mais essa tendência entre compradores mais jovens.
O setor de eletrônicos recondicionados experimentou uma expansão significativa em 2025, atingindo um valor de US$ 62 bilhões em todo o mundo, de acordo com a Coherent Market Insights. Analistas projetam que crescerá para US$ 122 bilhões até 2032, refletindo mudanças nas atitudes dos consumidores que priorizam reparo e reutilização sobre atualizações constantes. Esse boom ocorre em meio a pressões ambientais urgentes: o Monitor Global de Lixo Eletrônico das Nações Unidas de 2024 relatou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos gerados naquele ano, um aumento de 82% desde 2010, com apenas 22,3% reciclados adequadamente. Até 2030, o lixo eletrônico anual pode atingir 82 milhões de toneladas, sublinhando a necessidade de que a reutilização supere as taxas de descarte que crescem cinco vezes mais rápido que os esforços de reciclagem. O lixo eletrônico contribui com 40% dos metais pesados em aterros, mas reciclar uma tonelada de celulares pode render tanto ouro quanto minerar uma tonelada de minério, segundo dados da EPEAT. James Murdock, fundador da Alchemy Global Solutions, que recondicionou mais de 12 milhões de dispositivos, enfatizou no podcast da Earth911 que smartphones duram tipicamente de seis a oito anos, mas são frequentemente descartados após apenas dois anos e meio. Em 2024, smartphones recondicionados representaram mais de 25% das vendas no mercado secundário global, atraindo 48% dos compradores que priorizam acessibilidade, conforme pesquisa da Deloitte. As preferências geracionais variam: dados da Statista mostram que 47% da Geração Z optam por tecnologia recondicionada para reduzir lixo eletrônico, comparado a 18% dos Baby Boomers e 25% da Geração X. Empresas também adotam laptops e servidores recondicionados por benefícios de custo e sustentabilidade. A qualidade varia por tipo — recondicionados certificados de fabricantes como Apple ou Samsung incluem testes rigorosos e garantias completas, enquanto recondicionados por vendedores ou usados carregam mais riscos. Marketplaces confiáveis como Back Market, que cresceu sua base de usuários em 40%, Amazon Renewed (aumento de 25% nas vendas no início de 2025) e Best Buy oferecem opções certificadas com garantias. Para telefones, compradores devem verificar o status IMEI para evitar dispositivos bloqueados e checar a saúde da bateria, visando pelo menos 80% de capacidade. Além de smartphones, que dominam 46,4% do mercado, laptops são o segmento de crescimento mais rápido, seguidos por tablets, TVs, consoles de jogos e equipamentos de áudio. Quando os dispositivos não podem mais ser reutilizados, recicladores certificados como aqueles sob padrões R2 ou e-Stewards, disponíveis em varejistas como Best Buy e Staples, garantem descarte responsável. Essa abordagem circular espelha o mercado de carros usados, onde 74% das vendas são de veículos pré-propriedade, sinalizando uma mudança madura no consumo de eletrônicos.