Mais de 50 legisladores republicanos instaram o procurador-geral interino Todd Blanche a investigar as circunstâncias em torno da recuperação de cinco conjuntos de restos fetais em Washington, D.C., em 2022, incluindo a possível ocorrência de crimes federais, de acordo com uma carta divulgada pelo gabinete do deputado Chris Smith e reportada pelo The Daily Wire.
O senador por Utah, Mike Lee, e o deputado Chris Smith (Republicano de Nova Jersey) estão entre os signatários de uma carta que solicita a Blanche uma "investigação abrangente" sobre as mortes de cinco "crianças ainda não nascidas", cujos restos mortais foram recuperados pelo Departamento de Polícia Metropolitana em 2022, após serem entregues às autoridades por ativistas, segundo o documento compartilhado pelo gabinete de Smith. (chrissmith.house.gov)
Na carta, os legisladores solicitam ao Departamento de Justiça que determine se as mortes envolveram crimes como infanticídio ou violações da proibição federal do chamado "aborto de parto parcial", e pedem que as evidências sejam preservadas e que autópsias sejam realizadas. A carta também afirma que os restos mortais estão sob custódia do Gabinete do Médico Legista Chefe do Distrito de Colúmbia. (chrissmith.house.gov)
Os cinco conjuntos de restos mortais tornaram-se públicos no final de março de 2022, quando a polícia de D.C. os recuperou de uma residência onde a ativista antiaborto Lauren Handy estava hospedada. A polícia afirmou na época que estava respondendo a uma denúncia sobre possível material de risco biológico, e o grupo de Handy, Progressive Anti-Abortion Uprising, disse que contatou a polícia para que os restos pudessem ser examinados. (washingtonpost.com)
Handy e a também ativista Terrisa Bukovinac disseram ter obtido uma caixa com restos fetais do lado de fora da Washington Surgi-Clinic, a qual associaram ao médico Cesare Santangelo. Uma empresa de resíduos médicos citada pelos ativistas negou publicamente que um funcionário tenha entregue qualquer pacote ao grupo, afirmando que todos os materiais coletados naquele dia foram entregues em suas instalações. (washingtonpost.com)
Autoridades distritais disseram em abril de 2022 que o médico legista não tinha planos, naquele momento, de realizar autópsias, pois os restos pareciam ter sido abortados de acordo com a lei de D.C., embora as autoridades tenham ressaltado que a decisão poderia mudar caso novas informações surgissem. A polícia de D.C. também afirmou que o assunto permanecia sob investigação e que nenhuma prisão foi feita relacionada à recuperação dos restos mortais. (washingtonpost.com)