Durante reunião ministerial nesta terça-feira (31), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, questionou publicamente a comunicação do governo dirigida a Sidônio Palmeira, chefe da Secom. O momento gerou constrangimento entre os ministros, com intervenção de Guilherme Boulos. Sidônio rebateu atribuindo dificuldades ao legado herdado do governo anterior.
A reunião ministerial de 31 de março, com presença do presidente Lula, registrou um momento de tensão entre Rui Costa, da Casa Civil, e Sidônio Palmeira, da Secom. Após a fala inicial de Lula, Rui Costa apresentou um balanço das ações do governo e expressou dúvida sobre se a população conhecia as realizações da gestão.
"A minha dúvida é se o povo sabe disso, Sidônio. Acho que a gente tem que colocar como foco comparar e mostrar. O povo tem o direito de conhecer esses números e esses dados", declarou Rui Costa, interpretado como cobrança pública à comunicação. Sidônio interveio perguntando se estava sendo culpado, enquanto Guilherme Boulos, secretário-geral da Presidência, brincou que, como baianos, se entenderiam.
Em sua apresentação posterior, Sidônio Palmeira atribuiu as dificuldades à falta de explicitação inicial sobre o estado herdado do governo Bolsonaro. Ele assumiu a Secom em janeiro de 2025, substituindo Paulo Pimenta, e defendeu a necessidade de sintetizar informações para comunicar as entregas do governo.
Rui Costa, prestes a deixar o cargo para concorrer ao Senado pela Bahia, destacou a mudança na governança sob Lula, contrastando com o período anterior.