O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta sexta-feira (1º) ter feito acordo com Davi Alcolumbre para abandonar a CPI mista do caso Master em troca da derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria. A medida beneficia condenados por tentativa de golpe, como Jair Bolsonaro. Paulinho da Força comemorou a vitória legislativa contra o governo Lula.
Flávio Bolsonaro repudiou tentativas de associá-lo a um acordo para barrar a CPMI do caso Master. "O senador Flávio Bolsonaro repudia a tentativa de associá-lo a qualquer acordo para barrar a CPMI do caso Master. É absurdo supor entendimento com [o ministro do STF] Alexandre de Moraes, cujas decisões atingiram diretamente Jair Bolsonaro e seus aliados", diz nota enviada por sua equipe nesta sexta-feira (1º), publicada pela Folha de S.Paulo.
A Folha mostrou na quarta-feira (29) que um acordo com a oposição permitiu a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe. O requerimento para a CPI mista, protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) em 3 de fevereiro com 281 assinaturas, foca relações de ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master liquidado pelo Banco Central.
Alcolumbre anunciou sessão conjunta do Congresso há três semanas, junto à sabatina de Jorge Messias para o STF, rejeitada no dia 29. Insistir na CPI poderia adiar a sessão e manter o veto. Flávio acusou o PT de dificultar a apuração: "Quem tem dificultado a apuração é o Partido dos Trabalhadores, que não assinou a instalação da CPMI."
Relator do projeto, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) comemorou a derrubada do veto em ato do Dia do Trabalhador na Força Sindical, em São Paulo. "Foi bom. Governo fraco é bom de derrotar", disse ao Painel da Folha. Ele evitou o auditório com ex-ministros de Lula, como Fernando Haddad e Simone Tebet, que criticaram a medida.