Brazilian Senate in session debating amendment to Dosimetria Bill restricting it to January 8, 2023 events, with Senator Otto Alencar speaking.
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Senado debate emenda para limitar pl da dosimetria ao 8 de janeiro

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O projeto de lei da dosimetria, aprovado pela Câmara na semana passada, enfrenta resistência no Senado por possivelmente beneficiar criminosos além dos envolvidos no 8 de Janeiro. O presidente da CCJ, Otto Alencar, propõe emenda para restringir as reduções de pena a atos de invasão e depredação ocorridos em 2023. Especialistas divergem sobre se a mudança excluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O PL da Dosimetria, que altera critérios para redução de penas em casos de trama golpista, foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. O texto permite aplicação genérica a crimes como coação no processo, incêndio doloso e resistência a agentes públicos, segundo técnicos consultados pela Folha. Isso poderia acelerar progressão de regime para diversos condenados, além dos participantes dos atos de 8 de Janeiro de 2023.

O relator na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), defende que o projeto se limita aos acusados de golpe, especialmente os do 8/1. 'O texto já é bem claro quanto ao fato de a redução das penas se referir aos acusados de golpe, sobretudo os do 8 de Janeiro', afirmou. Ele considera desnecessário reforçar a menção no Senado, desde que não atrase a tramitação.

No Senado, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), criticou o texto atual e propôs emenda para restringir as reduções a 'crimes praticados no contexto dos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, relacionados aos atos de invasão, depredação ou dano a bens públicos ou privados'. 'Tenho certeza absoluta que, do jeito que está, esse texto não passa', disse Alencar à GloboNews.

Senadores como Fabiano Contarato (PT-ES) veem o projeto como perigoso. 'Para tentar salvar a pele de Bolsonaro, abrem-se brechas que podem beneficiar criminosos de alta periculosidade e que servem como presente de Natal para as facções criminosas', declarou. Contarato enfatizou: 'O que aconteceu no 8 de Janeiro foi uma tentativa organizada de ruptura institucional, que deve ser punida à altura'.

Especialistas em direito penal divergem sobre o impacto da emenda em relação a Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a trama. Se aprovado como está, reduziria seu tempo em regime fechado de 6 anos e 10 meses a 8 anos para 2 anos e 4 meses a 4 anos e 2 meses. O relator no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), apresenta parecer na quarta-feira (17), com votação possível na CCJ e plenário no mesmo dia. Setores governistas buscam adiar com pedido de vista para 2026.

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Na madrugada de 10 de dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou por 291 votos a 148 o PL da Dosimetria, que reduz penas impostas a condenados pela trama golpista de 8 de janeiro de 2023, beneficiando o ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão foi marcada por confusões, incluindo a suspensão do mandato do deputado Glauber Braga por seis meses em vez de cassação. O projeto agora segue para o Senado, onde o governo tenta adiá-lo.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, o PL da Dosimetria, que pode reduzir penas de Jair Bolsonaro e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o presidente Lula vetará o projeto, chamando-o de desrespeito à decisão do STF. A oposição, por sua vez, celebra a aprovação e ameaça derrubar um possível veto.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o PL da Dosimetria nesta quinta-feira (8), durante evento no Palácio do Planalto marcando os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A medida, que reduziria penas de condenados como Jair Bolsonaro, foi criticada por oposicionistas como vingativa, enquanto o governo prioriza alianças no Congresso para 2026. Em São Paulo, ato de esquerda contra o projeto terminou em confusões com bolsonaristas.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950, limitando pedidos de afastamento de ministros apenas à PGR e elevando o quórum necessário no Senado. A medida provocou reação imediata do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendeu as prerrogativas do Legislativo e ameaçou mudanças constitucionais. O governo Lula, via AGU, pediu reconsideração da decisão até julgamento pelo plenário.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, anulou nesta quinta-feira (11/12) a votação da Câmara dos Deputados que manteve o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), determinando sua perda imediata. Zambelli, condenada a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ, está presa na Itália desde julho. A decisão reverte o resultado da votação noturna, que obteve 227 votos a favor da cassação, abaixo dos 257 necessários.

O Supremo Tribunal Federal manteve as prisões domiciliares de dez réus condenados pela trama golpista, após audiência de custódia realizada neste sábado, 27 de dezembro. A medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, visa prevenir fugas como as recentes de Silvinei Vasques e Alexandre Ramagem. Dois dos alvos não foram localizados imediatamente pela Polícia Federal.

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