Crowds protest on Avenida Paulista led by artists Caetano Veloso, Gilberto Gil, and Chico Buarque against Brazil's Dosimetry Bill reducing coup convicts' penalties.
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Artistas lideram protestos contra PL da dosimetria no Brasil

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Neste domingo, 14 de dezembro, manifestações em Copacabana, na Avenida Paulista e outras capitais reuniram milhares contra o PL da dosimetria, projeto que reduz penas de condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro. Artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque participaram de atos musicais para defender a democracia. O evento em São Paulo atraiu cerca de 13,7 mil pessoas, segundo estimativa da USP.

Os protestos de 14 de dezembro ocorreram em resposta à aprovação na Câmara do PL da dosimetria, que pode beneficiar condenados como o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Organizados por movimentos como Povo Sem Medo e Brasil Popular, com participação do MST e MTST, os atos tiveram o lema 'Congresso Inimigo do Povo' e criticaram o presidente da Câmara, Hugo Motta, por pautar o projeto.

Em Copacabana, no Rio de Janeiro, o 'Ato Musical II: O Retorno' foi convocado por Caetano Veloso e reuniu grandes nomes da MPB. Caetano abriu com 'Alegria, Alegria' e 'Gente', seguido por Duda Beat, Sophie Charlotte, Tony Bellotto e Marcelo Bonfá, Fernanda Abreu, Lenine, Leila Pinheiro, Xamã, Baco Exu do Blues, Fafá de Belém, Emicida, Chico Buarque e Paulinho da Viola. Gilberto Gil encerrou com 'Aquele Abraço', 'Super-Homem', 'Tempo Rei' e 'Andar com Fé', dizendo: 'Precisamos que o povo se manifeste mais e mais, de forma mais intensa, para convencer os encarregados de trabalhar pelo aperfeiçoamento das leis.' Fernanda Torres discursou: 'Nós ainda estamos aqui pelas florestas brasileiras, pelos direitos das mulheres, pela democracia. Nós ainda estamos aqui para acordar o Congresso.' Emicida afirmou: 'O Congresso não pode ser o freio de mão dos sonhos desse país.' Chico Buarque cantou 'Vai Passar' e bradou 'Sem anistia. Sem dosimetria'.

Na Avenida Paulista, em São Paulo, o Monitor do Debate Político da USP estimou 13,7 mil participantes no pico, com margem de erro de 12%, entre 12,1 mil e 15,4 mil. Guilherme Boulos chamou o PL de 'anistia envergonhada' e pressionou o Senado. O ato também defendeu o fim da escala 6x1 e o combate ao feminicídio. Em Salvador, deputados de esquerda postaram por erro um vídeo antigo de setembro, que foi corrigido.

O relator do PL, Paulinho da Força, ironizou o baixo comparecimento em São Paulo, afirmando que seus vídeos a favor do projeto tiveram mais visualizações, como um com 300 mil, e que a opinião pública apoia a redução de penas.

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