Dramatic scene of Deputy Glauber Braga forcibly removed from the Chamber of Deputies rostrum amid press expulsion and chaos.
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Imagem gerada por IA

Deputado Glauber Braga é retirado à força da Câmara

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O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9) após ocupar a cadeira do presidente Hugo Motta em protesto contra a votação de sua cassação. Jornalistas foram expulsos do plenário, a transmissão da TV Câmara foi interrompida e houve agressões a profissionais da imprensa e deputados. Entidades de imprensa repudiaram o cerceamento à liberdade de imprensa.

Na tarde de 9 de dezembro de 2025, tensão dominou a Câmara dos Deputados em Brasília. Glauber Braga ocupou a cadeira de Hugo Motta (Republicanos-PB) para protestar contra a pauta de votação de sua cassação, marcada para quarta-feira (10), por chutar um militante de direita em 2024. A sessão foi suspensa, a transmissão da TV Câmara interrompida e a Polícia Legislativa acionada.

Braga foi imobilizado com um mata-leão e arrastado para fora, enquanto jornalistas eram barrados do plenário. Apenas deputados permaneceram, e vídeos divulgados por eles mostraram a cena. No Salão Verde, empurra-empurra resultou em agressões: repórteres como Guilherme Balza (Globo) e Carolina Nogueira (UOL) foram empurrados, e pelo menos uma teve o cabelo puxado. Deputados como Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Rogério Correia (PT-MG) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) relataram escoriações e registraram boletim de ocorrência contra Motta, além de exame de corpo de delito.

Nas redes sociais, #HugoMotta acumulou mais de 190 mil postagens, com críticas à truculência e comparação ao motim bolsonarista de agosto, que ocupou a Mesa por 48 horas sem violência policial. Braga afirmou: 'Há uma ofensiva em que o único mandato de fato atingido é o mandato que me foi conferido pelo povo do Rio de Janeiro'. Políticos como Tabata Amaral (PSB-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP) condenaram a diferença de tratamento.

Entidades como Fenaj, Abraji, ANJ, Abert e Aner repudiaram o episódio. 'A Fenaj e o SJPDF consideram extremamente grave o cerceamento ao trabalho da imprensa', diz nota conjunta. Motta defendeu: 'Determinei a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa' e afirmou seguir o regimento para proteger a democracia de 'intimidação'. O incidente ocorre em meio a pautas como o PL da Dosimetria, que reduz penas para atos golpistas de 8 de janeiro.

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Reportado por IA

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