Dramatic illustration of ALERJ deputies voting 42-23 to release arrested president Rodrigo Bacellar, vote tally on screen.
Dramatic illustration of ALERJ deputies voting 42-23 to release arrested president Rodrigo Bacellar, vote tally on screen.
Imagem gerada por IA

Alerj decide soltar deputado Bacellar e notifica STF

Imagem gerada por IA

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) votou pela soltura do presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União), preso na quarta-feira (3) por suspeita de vazamento de operação policial. Dos 65 deputados que votaram, 42 foram favoráveis, superando o mínimo de 36 necessários. A decisão será comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que pode impor medidas alternativas à prisão.

Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal em 3 de dezembro de 2025, por ordem de Alexandre de Moraes, do STF, sob suspeita de envolvimento no vazamento de uma operação que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias, em setembro. TH Joias, expulso do MDB após a detenção, é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos para o Comando Vermelho.

Na véspera da prisão de TH, ele se comunicou com Bacellar por um celular novo e, na manhã seguinte, enviou fotos em tempo real do cumprimento do mandado na residência para o presidente da Alerj. A defesa de Bacellar nega qualquer participação no vazamento.

Nesta segunda-feira (8), a Alerj realizou a votação secreta: 42 deputados favoráveis à soltura, 21 pela manutenção da prisão, duas abstenções e quatro ausências. A Constituição Federal, em seu artigo 53, permite que assembleias legislativas revoguem prisões de parlamentares, conforme decisão do STF em 2019 que estendeu imunidades aos deputados estaduais.

A notificação ao STF deve ocorrer até terça-feira, e a soltura não tem data definida. Moraes pode determinar medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, retenção de passaporte ou proibição de contatos.

Não há consenso sobre Bacellar reassumir a presidência, eleita por unanimidade no início do ano. Parlamentares da base aliada, como Alexandre Knoploch (PL), defenderam a decisão, afirmando que 'não faz o menor sentido' ligar Bacellar à facção e isolando o caso de TH Joias. 'Jogar culpa em Rodrigo Bacellar e na direita é brincadeira', disse Knoploch.

Opositores, como Flávio Serafini (PSOL), que votou contra a soltura, criticaram a votação como 'corporativa'. 'Tudo o que envolve o TH Joias era muito evidente, e o presidente ficou em contato com ele durante todo o dia e que ele obstruiu a justiça, destruiu provas', afirmou Serafini.

O caso envolve o governador Cláudio Castro (PL), mencionado na decisão de Moraes por exoneração de Rafael Picciani para evitar votação sobre a prisão de TH. Castro afirma que a exoneração foi planejada antes.

Artigos relacionados

Dramatic illustration of Brazil's CPI rejecting a report against STF justices in a 6-4 Senate vote.
Imagem gerada por IA

Brazil's organized crime CPI rejects report against STF justices

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Brazil's Parliamentary Commission of Inquiry (CPI) on Organized Crime rejected Senator Alessandro Vieira's (MDB-SE) final report on Tuesday (April 14), which proposed indicting three Supreme Federal Court (STF) justices and the Attorney General. The report was defeated 6-4 after changes in the commission's composition. The substitutions favored government-aligned members, swaying the vote outcome.

PL leaders met with Senate President Davi Alcolumbre on the night of May 5 to address the crisis in Rio state's succession following Cláudio Castro's resignation. The meeting came amid threats of congressional obstruction to pressure the STF. Alcolumbre urged caution and suggested pursuing dialogue.

Reportado por IA

PL deputies elected Alexandre Knoploch to lead the Human Rights and Citizenship Commission of the Rio Legislative Assembly, replacing PSOL's Dani Monteiro.

President Luiz Inácio Lula da Silva has instructed his aides to resume dialogue with Senate President Davi Alcolumbre following the rejection of Jorge Messias for the Supreme Court. Meetings took place this week to ease tensions between the executive and Congress. The episode highlighted accumulated friction between the institutions.

Reportado por IA

Jorge Messias, Brazil's Attorney-General nominated by Lula to the STF, passed the Senate's Constitution and Justice Committee (CCJ) 16-11 after an eight-hour hearing. The vote, the tightest since redemocratization, faced resistance, particularly from Senate President Davi Alcolumbre. He now needs 41 votes in the full Senate to fill Luís Roberto Barroso's vacancy.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar