Deputados buscam blindar assessora alvo de ação da PF

A Polícia Federal realizou buscas contra a assessora parlamentar Mariângela Fialek na sexta-feira (12), investigando irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Parlamentares de diferentes espectros políticos se uniram para protegê-la, temendo revelações comprometedoras. O caso expõe problemas estruturais no sistema de emendas, ligado a figuras como Arthur Lira e Ciro Nogueira.

Na última sexta-feira (12), a Polícia Federal executou buscas no apartamento e na sala parlamentar de Mariângela Fialek, assessora influente no Congresso Nacional. Atualmente lotada na liderança do PP na Câmara dos Deputados, Fialek é descrita como técnica operacional responsável pela execução de pleitos de diversas bancadas durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Casa. Anteriormente próxima do MDB, ela administrou fluxos de emendas secretas, sem transparência sobre seu uso, o que levanta suspeitas de irregularidades.

Deputados de governo, oposição e centrão discutiram, via mensagens e reuniões, estratégias para blindá-la de ações do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou das conversas. O temor é que Fialek revele detalhes sobre o esquema de emendas, que ganhou força sob o governo de Jair Bolsonaro para evitar impeachment. Em 2021, Bolsonaro concedeu controle das emendas a Lira e Ciro Nogueira (PP-PI), então ministro da Casa Civil, expandindo o poder de centrões e direitistas.

Investigações como Carbono Oculto, Poço de Lobato e Banco Master já miraram aliados desses líderes. Evidências de desvios em emendas datam de 2021, com julgamentos previstos para 2026. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) alertou na época: "Isso [emendas] vai causar talvez o maior escândalo do Brasil de todos os tempos". A ex-ministra do STF Rosa Weber tentou regular as emendas, mas enfrentou resistência; agora, Flávio Dino endurece o controle, gerando atritos com o Congresso.

O caso ilustra um sistema político corrupto, onde emendas alimentam currais eleitorais e protegem contra investigações. Operações recentes contra crimes organizados, financeiros e políticos atingem a cúpula do poder, questionando a inação de elites econômicas e políticas.

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