A Polícia Federal deflagrou a operação Galho Fraco contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, do PL, investigando desvio de recursos de emendas parlamentares. Em busca no flat de Sóstenes, foram encontrados mais de R$ 400 mil em espécie. O deputado alega perseguição política contra a direita.
A operação Galho Fraco da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal, foi realizada em 19 de dezembro de 2024, com buscas em endereços ligados aos deputados federais Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, e Carlos Jordy, ambos do Rio de Janeiro. A investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de cotas e emendas parlamentares. Durante a ação no flat de Sóstenes, agentes encontraram mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo, guardados em um saco de lixo. O deputado afirmou que o montante provém da venda de um imóvel e que se trata de uma perseguição contra a direita.
A operação gerou apreensão no PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, criando um clima de 'cada um por si' entre os correligionários. Até então, o partido se mobilizava para reverter as cassações de mandatos de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, mas agora os parlamentares priorizam suas próprias defesas. Há temor de novas ações em janeiro, o que reduziu o ambiente para lutas coletivas por causas consideradas perdidas, segundo um parlamentar influente da bancada bolsonarista.
Leitores da Folha de S.Paulo comentaram o caso, questionando desigualdades em investigações contra figuras ligadas ao governo anterior e alertando para os riscos da mistura de religião e política, dada a origem evangélica de Sóstenes. O deputado, oriundo da bancada evangélica, é criticado por supostas mentiras e discriminações, contrastando com valores evangélicos.