Brazilian politicians in a heated debate over the anti-faction bill, with Federal Police criticizing proposed changes in a chamber meeting.
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Polícia federal critica relatório de derrite no pl antifacção

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A polícia federal emitiu nota criticando as alterações feitas pelo deputado guilherme derrite ao projeto de lei antifacção, afirmando que elas enfraquecem o combate ao crime organizado. O presidente da câmara, hugo motta, intermediou diálogo para manter as atribuições da pf. O governo lula vê as mudanças como um ataque à corporação e busca adiar a votação.

Na segunda-feira, 10 de novembro de 2025, a polícia federal (pf) publicou uma nota expressando preocupação com as modificações introduzidas pelo relator guilherme derrite (pp-sp) ao projeto de lei antifacção, enviado pelo governo federal. Derrite, secretário de segurança pública de são paulo no governo tarcísio de freitas (republicanos), foi designado relator pelo presidente da câmara, hugo motta (republicanos-pb), na sexta-feira, 7 de novembro, em um revés para o governo lula (pt).

A nota da pf destaca que o texto original visa endurecer o combate ao crime e fortalecer instituições, mas as alterações parlamentares comprometem o interesse público. 'Pelo relatório apresentado, o papel institucional histórico da polícia federal no combate ao crime — especialmente contra criminosos poderosos e organizações de grande alcance — poderá sofrer restrições significativas. A execução de operações pela polícia federal dependeria de solicitação do governo estadual da região investigada, o que constitui um risco real de enfraquecimento no combate ao crime organizado', afirma o documento.

Logo após a nota, motta informou ter intermediado um diálogo entre derrite e o diretor-geral da pf, andrei rodrigues, para preservar as atribuições da corporação. A ministra gleisi hoffmann criticou as mudanças no x, dizendo que elas 'vão proteger a bandidagem e as facções, subvertendo totalmente o projeto enviado pelo governo do presidente @lulaoficial'.

Derrite anunciou novas mudanças no texto, como ampliar medidas de asfixia financeira para todas as organizações criminosas, criar bancos nacional e estaduais de membros com inelegibilidade, e incluir ação civil autônoma de perdimento de bens. No entanto, ele não alterou os pontos criticados, como a transferência de competências para os estados, o que, segundo o secretário marivaldo pereira, do ministério da justiça, daria 'um enorme, um gigantesco presente para os líderes de facções'.

O líder do pt, lindbergh farias (rj), chamou o texto de 'ataque à polícia federal' e disse que é inegociável. O governo planeja expor inconsistências para ganhar tempo, especialmente com a cop30 esvaziando o congresso. O projeto responde à crise de segurança após megaoperação no rio de janeiro, que matou mais de 120 pessoas, em meio a embates eleitorais para 2026.

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