Aliados de Flávio veem ataque de Tarcísio a bolsonaristas com demissões

A exoneração de aliados do ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite gerou tensão entre bolsonaristas e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Aliados do senador Flávio Bolsonaro interpretam as demissões como um rompimento e traição. Pelo menos 14 pessoas ligadas a Derrite foram afastadas por ordem direta do governador.

A decisão de Tarcísio de Freitas de afastar indicados de Guilherme Derrite da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo intensificou as divergências no campo bolsonarista. Derrite, que deixou o cargo no final do ano passado como o último remanescente bolsonarista no secretariado do governador, viu seus aliados serem demitidos em uma ação que ocorreu na quarta-feira, 14 de fevereiro. Pelo menos 14 pessoas ligadas a ele na estrutura da pasta foram impactadas.

Uma fonte próxima ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, descreveu o movimento como um sinal de rompimento e até traição por parte de Tarcísio, do Republicanos. A situação ganhou contornos mais graves com a nomeação do coronel Henguel Ricardo Pereira, ex-secretário-chefe da Casa Militar e desafeto de Derrite, para a secretaria-executiva da Segurança na segunda-feira, 2 de fevereiro.

Embora o atual secretário de Segurança, Osvaldo Nico, tenha sido o número dois de Derrite na pasta e seja considerado próximo a ele, as exonerações abalaram essa relação, conforme observadores. Derrite, que reassumiu seu mandato como deputado federal, planeja concorrer ao Senado pelo PP.

No mês anterior, o PP ameaçou romper com Tarcísio, mas houve uma reaproximação recente. No entanto, as repercussões políticas dessas movimentações influenciaram a decisão do governador de prosseguir com as mudanças na pasta, em meio ao contexto das eleições de 2026.

Artigos relacionados

São Paulo Gov. Tarcísio de Freitas declares support for Flávio Bolsonaro's 2026 presidential pre-candidacy at press conference.
Imagem gerada por IA

Tarcísio de Freitas apoia pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, reafirmando lealdade a Jair Bolsonaro. A declaração veio após Flávio anunciar sua postulação com aval do pai, em meio a críticas e reações no cenário político. Tarcísio mencionou outros nomes da oposição e disse que é cedo para avaliações definitivas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou na noite de 22 de janeiro a troca no comando da Casa Civil, nomeando Roberto Carneiro no lugar de Arthur Lima, que assume a Secretaria da Justiça e Cidadania. A mudança ocorre em um momento de tensões com apoiadores de Jair Bolsonaro, após o cancelamento de uma visita à prisão do ex-presidente. Aliados reforçam que Tarcísio buscará a reeleição no estado.

Reportado por IA

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cancelou a visita planejada ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, na quinta-feira (22), para evitar o que aliados chamam de 'beijo da morte'. A decisão veio após declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre sua candidatura presidencial e o apoio esperado a ela. A visita seria a primeira desde o anúncio de Flávio como candidato de Jair contra Lula.

O senador Flávio Bolsonaro criticou o regime carcerário imposto a seu pai, Jair Bolsonaro, questionando até quando o ministro Alexandre de Moraes terá autoridade para praticar o que ele chama de tortura. Em coluna, o jornalista Elio Gaspari rebateu a acusação, afirmando que Flávio não entende o conceito de tortura e sugerindo que consulte sobreviventes do DOI durante a ditadura militar. No mesmo texto, Gaspari menciona um desfile de Jair Bolsonaro em Brasília como uma mera encenação.

Reportado por IA

Os planos do governador Cláudio Castro de concorrer ao Senado e o afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, aproximam o Rio de Janeiro de uma eleição indireta inédita para governador interino em 2026. O cenário opõe interesses de Castro e do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. A decisão sobre a estratégia deve ocorrer até fevereiro.

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que só desistirá de sua pré-candidatura à Presidência em 2026 se o ex-presidente Jair Bolsonaro for libertado e puder concorrer às eleições. Em entrevista à Record, ele descreveu o 'preço' como justiça para o pai e seus apoiadores, enquanto elogiou a reação positiva do governador Tarcísio de Freitas à notícia. A declaração ocorre em meio a pesquisas que mostram baixo apoio inicial à sua candidatura.

Reportado por IA

Líderes de esquerda presentes ao ato na Avenida Paulista se dividiram sobre o confronto direto com o Congresso Nacional e ofensas ao presidente da Câmara, Hugo Motta. A maioria dos deputados e ministros considerou a estratégia contraprodutiva, enquanto ativistas foram mais veementes. O protesto visava criticar a votação de projeto que reduz penas para golpistas.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar