O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026, publicou um vídeo neste sábado (17) pedindo união entre lideranças da direita após recentes trocas de farpas públicas. Ele elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de outros governadores aliados. Flávio defendeu a necessidade de foco comum contra o governo Lula, sem ataques internos.
Após uma série de embates públicos no bolsonarismo, especialmente desde a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão da Papudinha na sexta-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro buscou acalmar os ânimos com um vídeo publicado em suas redes sociais. A mudança de local ocorreu horas após uma conversa revelada entre Michelle Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, na qual ela pediu que não a julgassem.
"Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde [de Bolsonaro] e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa", declarou Michelle em mensagem postada no dia 16.
No vídeo, Flávio questionou: "Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada". Ele elogiou Michelle, chamando-a de peça "importantíssima", e Tarcísio como "aliado fundamental", estendendo os elogios a Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). Flávio convocou seguidores a criticarem o governo Lula nas redes e defendeu seu pai, preso por tentativa de golpe de Estado.
Os tensões recentes incluem, na quarta-feira (14), um vídeo de Michelle defendendo Tarcísio de críticas bolsonaristas por falta de apoio à candidatura de Flávio. Na quinta (15), Flávio alfinetou Michelle ao dizer que nunca buscou ser candidato, contrastando com suas viagens pelo país. Tarcísio postou críticas ao PT, e sua esposa, Cristiane, comentou que o Brasil precisa de "um novo CEO, meu marido", postagem curtida por Michelle. O governador de São Paulo minimizou, afirmando apoiar Flávio e buscar reeleição no estado.
Flávio prometeu um palanque conjunto "no momento certo" e pediu para colocar diferenças de lado: "Vamos focar naquilo que nos une". Analistas veem na abordagem de Michelle e Tarcísio um pragmatismo que contrasta com radicais, possivelmente influenciando as eleições de 2026. Desde agosto do ano passado, com a prisão domiciliar de Bolsonaro revertida, o campo da direita alterna apoios e críticas, com Flávio como escolhido para o Planalto.