Malafaia e Figueiredo trocam ofensas em disputa bolsonarista

O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo entraram em confronto público nesta quinta-feira (22/1), após Malafaia defender a candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência em vez de Flávio Bolsonaro. A troca de farpas ocorreu nas redes sociais, com acusações mútuas e um desafio para debate. O embate reflete divisões na direita bolsonarista.

Em uma nova disputa interna no bolsonarismo, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e o influenciador Paulo Figueiredo trocaram ofensas acaloradas no X (antigo Twitter) nesta quinta-feira (22/1). O conflito começou quando Malafaia, em entrevista recente, defendeu a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, argumentando que ela seria mais viável para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Malafaia destacou que Flávio não foi bem recebido pela direita e que Tarcísio tem mais trânsito com o centro político.

Figueiredo compartilhou um trecho da entrevista e criticou Malafaia, dizendo: “Triste ver o pastor neste estado. Briga com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado. Ainda assim, tenho certeza de que ele quer o melhor para o Brasil. Até que, para quem já apoiou entusiasticamente Lula, apoiar Tarcísio é uma evolução”. Ele se referia ao apoio de Malafaia a Lula há 24 anos, quando não havia acusações de corrupção contra o petista.

Malafaia rebateu imediatamente, chamando Figueiredo de “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizando sua posição nos Estados Unidos, de onde ataca o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e quem pensa diferente. Em tweet, ele escreveu: “PAULO FIQUEIREDO ! Triste é ver você usar expediente para me denegrir usando fato de 24 anos atrás , quando apoiei Lula , não existia nenhuma acusação de corrupção contra ele , não tínhamos candidato da direita só esquerda e centro esquerda. Fácil é ficar aí nos EUA atacando…”.

Figueiredo respondeu com ironia: “Ui ui ui ficou doído assim com a primeira verdade que ouviu? Galvão, sentiu! Vá acostumando, esse piti afetado tem zero efeito em mim”. Malafaia então desafiou o influenciador para um debate, propondo um jornalista neutro como Cláudio Dantas, e mencionou o avô de Figueiredo, o ex-presidente João Figueiredo (1979–1985), que serviu nos governos de Emílio Garrastazu Médici (1969–1974), chamado por ele de “o maior torturador de todos”, e Ernesto Geisel (1974–1979), que “não suportava opiniões contrárias”.

Figueiredo aceitou o desafio, mas ironizou a confusão de Malafaia, que teria misturado seu avô com o pai, um civil, e questionou o tema do debate, já que Tarcísio apoia a reeleição em São Paulo. Esse é o segundo confronto de Malafaia nas últimas semanas, após ataques à senadora Damares Alves (Republicanos-PB) por divulgar pastores e igrejas ligados a investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias, supostamente conectados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O episódio ilustra as tensões na base bolsonarista à medida que se aproximam as eleições de 2026, com figuras chave divergindo sobre estratégias para o futuro da direita.

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